quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Carne Branca VS Carne Vermelha

Qual a melhor proteína animal? 

       As principais diferenças entre as duas estão relacionadas à textura, composição e pigmentação, que dependem da espécie, idade, sexo, alimentação, atividade física e hábitat do animal de que se originaram.
        O termo carne branca se refere às carnes de origem de aves e peixes, ainda que a categorização da carne porco não tenha chegado a um consenso. 
         Ainda que as chamadas carnes brancas sejam uma fonte de ômega 3 e 6, bem como de ácidos graxos, o consumo das chamadas “carnes brancas” já é apontado como algo potencialmente perigoso. Um estudo publicado no British Journal of Nutrition, por exemplo, estudou a dieta de cidadãos escandinavos cujas dietas eram ricas em peixes e apontou que elas elevavam de maneira significativa risco de um derrame.


         Com uma grande redução no tempo de abate das aves, que caiu de cerca de 6 meses para apenas 45 dias, a crença no uso de hormônios de crescimento ganhou força, sendo recorrentes os alertas sobre os “frangos cheios de hormônios” como um potencial perigo à saúde. Contudo, tais substâncias não são empregadas na avicultura, mas sim o uso de compostos promotores de crescimento produzidos pela indústria farmacêutica. Andréa Machado Leal Ribeiro, coordenadora do laboratório de nutrição animal do departamento de zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que “é um grande mal-entendido. Não existe nenhuma possibilidade de haver uso de hormônio em frangos de corte. Os animais não respondem a essa substância, e ela não é viável economicamente”. Apesar disso, o uso de promotores de crescimento é proibido em muitos países da Europa, uma vez que eles podem contribuir para a resistência das bactérias aos antibióticos, tornando os remédios desse tipo ineficazes para doenças humanas.


      Carnes
Já a quantidade de calorias varia conforme o teor de gordura da carne. Por exemplo: um bife médio de carne bovina magra de aproximadamente 100 gramas contém 146 kcal. Essa mesma quantidade de carne de galinha magra contém 124 kcal e de peixe surubim, 107 kcal, segundo a Tabela de Composição de Alimentos, do IBGE.
        Fala-se muito que a carne bovina aumenta o nível de colesterol no sangue. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos (Davidson et al.: Archives of Internal Medicine, 139: 1331-1138, 1999), porém, mostram que não há diferença entre a carne vermelha (bovina e suína) e a branca (de ave ou de peixe) quanto a isso. O que acontece é que, geralmente, quando consumimos carne vermelha, consumimos também uma quantidade maior de gordura saturada, aquela que acompanha muitos cortes de carne, como a picanha, por exemplo. Esta, sim, é a maior responsável pelo aumento do nível de colesterol.

       O consumo regular e em pequenas quantidades de carne vermelha magra é essencial – principalmente para as crianças e para as mulheres em período pré-menstrual, a fim de que haja suprimento adequado de minerais como ferro e zinco e de vitaminas, assim como é importantíssimo também inserir na nossa dieta peixes e aves e preferir assar e cozinhar a carne em vez de fritá-la. Assim, teremos uma alimentação equilibrada e saudável.
Embora todo mundo logo associe carne vermelha a gordura, ela está longe de ser seu principal componente. Em princípio todo bife é suculento, já que cerca de 75% dele é pura água. O restante – além das sempre lembradas gorduras – são proteínas, minerais e vitaminas. Aliás, tem uma vitamina que só alimento de origem animal é capaz de nos oferecer: a B12, essencial para a memória e para o aproveitamento do ferro, proveniente da própria carne ou de outros alimentos. E a vermelha é campeã em B12.



       Por falar no ferro, a carne vermelha também é a sua melhor fonte. “A absorção do ferro das carnes é seis vezes maior do que o de vegetais”, calcula a nutricionista Semíramis Álvares, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, interior paulista. Isso porque nos vegetais a concorrência é desleal – o ferro convive com outras moléculas que atrapalham seu aproveitamento. “Elas o deixam menos solúvel e mais difícil de atravessar a parede do intestino”, descreve Semíramis.

      Na falta desse mineral, sobra cansaço, um dos sintomas da anemia. “A produtividade cai 5% no mínimo”, garante o nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni. A carência também está associada ao aumento de infecções. Ora, o ferro é fundamental para as células de defesa – aí, faz dobradinha com o zinco, outro mineral da carne vermelha que da força ao sistema imunológico.

   Veja abaixo alguns nutrientes dos diferentes tipos de carne:

Tipo de carne                                         Calorias               Proteínas          Gorduras
Coxa de frango – 1 (média)                   161 kcal              18,09 g                 9,32 g
Galeto assado – ½ unidade                   206 kcal              20,20 g               11,00 g
Peito de peru – 3 fatias                         103 kcal              21,66 g                 1,53 g
Carne moída – 3 colheres de sopa         226 kcal              30,80 g               14,10 g
Bife de patinho – 1 (médio)                      18 kcal              20,27 g                 4,02 g
Medalhão de filé mignon – 1 unidade      336 kcal              11,50 g                34,10 g
Bisteca suína assada – 2 unidades        137 kcal                20,6 g                 5,66 g
Lombo suíno assado – 2 fatias              208 kcal              19,38 g                14,49 g
Lingüiça frita – 2 unidades                     364 kcal              12,70 g                32,40 g
Cação ensopado – 2 postas                    88 kcal              19,56 g                  1,10 g
Truta assada – 2 pedaços                     196 kcal              23,50 g                 11,20 g
Camarão no vapor – 5 unidades              81 kcal              16,78 g                   1,55 g

         Os dois tipos de carnes se complementam já que algumas vitaminas são encontradas apenas em um dos tipos, então uma ingestão equilibrada de ambas além de variar o cardápio das nossas dietas, irão nos ajudar diretamente nos ganhos de massa muscular e a mantermos por mais tempo nossas dietas.

O número ideal de repetições

         O número ideal de repetições

        Se eu lhe perguntasse qual o número ideal de repetições para se obter hipertrofia o que você me responderia? Seria 10? Ou 8? Algo em torno de 12?

         Infelizmente muita gente ainda acredita em um número lendário de repetições considerado ideal. Quem nunca fez uma série de “três de dez” (3 X 10)? Parece que há um limite mágico a partir do qual a hipertrofia começa a surgir (geralmente 8) e acima do qual ela magicamente é interrompida (normalmente 12), parece que o músculo possui um contador implacável acionando os sinais de hipertrofia quando se supera a sétima repetição e os interrompendo a partir da décima terceira.


          Definitivamente o referido contador não existe, e esta rigidez numérica é totalmente desprovida de comprovações confiáveis. Não me entendam mal, o número de repetições é um fator fundamental, mas jamais deve ser analisado isoladamente dentro do complexo contexto que origina a hipertrofia muscular, para sermos mais precisos devemos analisar a velocidade da contração tanto excêntrica quanto concêntrica, tempo de pausa na contração e no alongamento, ênfase dada em determinados ângulos etc... A fim de ilustrarmos o contexto multifatorial seguem dois exemplos (pense na rosca bíceps direta realizada com o protocolo clássico de 3 x 10, variando a carga de acordo com série):

    1. Na primeira série imagine-se levando um segundo para realizar cada repetição, na segunda aumente o tempo de cada repetição para 6” e na terceira suba para 15”. No primeiro caso sua série estaria acabada em 10 segundos, no seguinte ela levaria 1 minuto, já no último você demoraria algo em torno de 2 minutos e meio.

**Aqui há notáveis diferenças entre as vias metabólicas necessárias para manter o exercício, no primeiro caso recorreria-se prioritariamente à via anaeróbia alática (utilizando prioritariamente os fosfatos de alta energia), já a segunda série entraria em maiores escalas no metabolismo anaeróbio de glicídios, provavelmente aumentando as concentrações de lactato e reduzindo o pH, e o terceiro provavelmente já começaria a entrar no metabolismo oxidativo. Do ponto de vista neuromuscular os três protocolos produzirão diferentes estímulos e distintos padrões de recrutamento das unidades motoras. Portanto ocorreriam adaptações diferenciadas para cada caso.

   2. Agora imagine que você sempre leva 6 segundos para realizar cada repetição, sendo que na primeira série “sobe” o peso em 1 segundo e o “desce” no mesmo tempo, mantendo o peso na posição de descanso durante os 4” restantes, na série seguinte a cadência seria de 1 segundo na subida e 5 na descida, com o contrário na terceira 5” para subir e 1” para descer ambas sem nenhum descanso na fase inicial/final do movimento.


    **Aqui teríamos novamente três trabalhos distintos, com diferentes respostas adaptativas bioquímicas e morfológicas.

        Sim, creio que consegui convencê-los que existem diferenças entre as diversas maneiras de executar um movimento, mas (o que realmente interessa) como manipular tudo isto para ficar “grande”? Bem... Sinto decepciona-lo, mas não posso dar a fórmula mágica (nem vendê-la), não...não pare de ler o texto e nem apague minha página da sua lista de favoritos, permita-me explicar.

       Antes de sair por aí dizendo que existe um número ideal de repetições para hipertrofia é necessário que se conheça os prováveis mecanismos de hipertrofia (não se preocupe, não vou explicar isso detalhadamente....agora).
  
      Respostas hormonais 
     Tempos de contração moderados a altos e descasos curtos entre as séries produzem maiores picos de GH, porém lembre-se que é discutível a influência deste hormônio na hipertrofia muscular. Já os treinos de cargas altas com períodos longos de descanso, liberam maiores quantidades de testosterona .

       Hidratação celular (HÄUSSINGER, et al, 1993; WALDEGGER, et al, 1997; MILLAR ; et al, 1997)

Para que se consiga um melhor fluxo sangüíneo local é recomendável não prolongar muito os descansos e manter tempos de contração suficientes para originar os desequilíbrios na homeostase necessários a ocorrência desta reação (diminuição do pH, elevação do lactato...).

Microlesões (RUSSELL et al, 1992; SCHULTZ et al, 1995)

As microlesões são geradas principalmente por contrações excêntricas, então “SEGURE A DESCIDA!”. Agora algumas pequenas provocações: pergunte-se (e a pessoa que lhe falou sobre o assunto): 1) Por que as contrações excêntricas geram mais microlesões? Supondo que as microlesões causam hipertrofia (“através da supercompensação”) 2) Por que cada vez que você se machuca (por exemplo um rompimento, distensão, corte...) esta supercompensação não é visível? 3) Seria, então, possível induzir hipertrofia por outros meios (impactos, cortes...)? 4) Como uma lesão pode gerar esta supercompensação?
  
TEMPO DE CONTRAÇÃO X REPETIÇÕES

Note que eu falei em tempo de contração e não repetições, prefiro usar este termo e livrar-nos desta prisão algébrica e da famigerada 3x10. Muitos autores atribuem a hipertrofia ao tempo em que o músculo permanece sob tensão e não somente a determinados algarismos. Segundo VERKHOSHANSKY (2000) “a chave para o tamanho muscular é levantar um peso de cerca de 80% do máximo por 8-12 repetições durante 40-60 segundos” (p.27). POLIQUIN por exemplo, refere-se a tempos entre 20 e 70 segundos como ideais para ganhos de massa muscular. Este autor propõe uma perspectiva de análise onde leva-se em conta o tempo da fase excêntrica, da pausa e da fase concêntrica, por exemplo, realizar agachamento com 3 séries de 6 repetições com tempo 321, significa que você levaria 3 segundos para descer, pararia no “fundo” do agachamento durante 2 segundos e subiria em 1 segundo (o primeiro digito se refere a fase excêntrica o segundo a pausa e o terceiro a fase concêntrica).

CONCLUSÃO

         Esqueça a fórmula mágica, esqueça “o número ideal de repetições”, esqueça o que você leu em revistas “especializadas” e esqueça as séries imutáveis.

        Para alcançar seus objetivos é imprescindível usar racionalmente todas as estratégias. Segundo boa parte dos verdadeiros especialistas tempos de contração próximos a 60 segundos, com repetições durando entre 4 e 6 segundos (tempos 301 a 402) seriam indicados para compor a maior parte da elaboração dos treinamentos de hipertrofia, porém esta metodologia não deve ser a única.

        Prender-se a números de repetições pode até prejudicar seu desenvolvimento. O segredo está em manipular todas as variáveis de acordo com o músculo, características individuais e o objetivo do treino. Deve-se organizar tudo adequadamente dentro de um planejamento a curto prazo, que deve estar devidamente estabelecido no planejamento de médio prazo, o qual por sua vez é componente do planejamento a longo prazo. A montagem e prescrição de séries são fatores muito complexos e o menor detalhe deve ser visto sempre como componente desta estrutura intrincada e potencialmente instável, o sucesso tem muito a ver com o conhecimento e manipulação destas variáveis, daí a importância de ter um bom profissional lhe acompanhando.


Qual o melhor Barra?

Rosca Bíceps na barra W ou na Barra Reta?


          Essa é uma questão muito discutida entre os praticantes de musculação. Qual é a diferença entre realizar a rosca bíceps com a barra W e a barra reta? Usar a pegada aberta ou fechada? Qual é a contra indicação?    Segundo alguns autores a rosca bíceps na barra W com a pegada aberta dá uma ênfase maior a cabeça longa do bíceps braquial, já a pegada fechada prioriza mais a cabeça curta do bíceps braquial. Mas se entra em uma outra questão, há autores também que dizem que como a mão na barra W fica em uma posição semi-pronada a ênfase seria praticamente igual nas duas porções do bíceps, não importando a pegada. Já na barra reta, como a mão fica em uma posição completamente supinada, realmente foi constatada uma ênfase maior com a pegada aberta na cabeça longa e com a pegada fechada na cabeça curta.


        Mas o uso da barra reta na rosca bíceps necessita de muita atenção, pois seu uso prolongado está relacionado a uma grande chance de desenvolver uma epicondilite lateral (também conhecida como cotovelo de tenista) ou uma epicondilite medial (ou cotovelo de golfista) devido a grande estresse articular que esse exercício proporciona aos tendões próximos a cápsula articular do cotovelo.
 
       A epicondilite trata-se de uma agressão mecânica no epicôndilo lateral ou medial do úmero, local de origem dos tendões dos músculos supinador do ante braço, extensores e flexores do punho e dos dedos. Normalmente é causada por esforços de tração do músculo em movimentos repetidos ou por tensões repetitivas na articulação do cotovelo que geram micro-rupturas dos tendões junto à sua inserção no osso, e como os tendões têm pouca vascularização a sua regeneração é mais difícil e lenta.

       Geralmente começa como uma ligeira impressão dolorosa no cotovelo, mas se o esforço repetitivo for continuado a dor vai piorando progressivamente, podendo se irradiar para o antebraço, punho e mão, a área atingida torna-se dolorosa ao toque dificultando até mesmo atividades leves.

        O diagnóstico é essencialmente clínico, a primeira medida sempre será procurar interromper a causa da patologia, ou seja, parar com o esforço repetitivo ou a sobrecarga local, em conjunto emprega-se tratamento medicamentoso com anti-inflamatório e fisioterapia local, muitas vezes é necessário imobilização do membro, caso não haja melhora pode haver necessidade de intervenção cirúrgica. Estes tratamentos variam de caso a caso.
 

        O retorno às atividades deve ser lento e gradual, devendo-se evitar qualquer exagero. Exercícios de alongamento junto com um aquecimento antes das atividades físicas ajudam a prevenir as lesões de ligamentos, tendões e articulações.

Sempre que se sentir algum incômodo, ou dor na execução de qualquer exercício de sua rotina de treino, comunique ao seu professor, para que ele possa tomar as devidas providências para evitar o agravamento do quadro.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Hipertrofia e Hiperplasia

 Qual a diferença entre Hipertrofia e Hiperplasia?
Hipertrofia-vert

           Primeiramente, sabemos que em nosso organismo existe certa de 650 músculos, correto? Não esquecendo que muitos deles vêm em pares.Em treinamento de musculação o que aumenta é a massa muscular e não o numero de músculos. O músculo é composto por fibras e cada músculo contem milhares de fibras. Só para se ter uma ideia,o músculo tibial anterior é composto por aproximadamente 160.0000 Fibras, já o bíceps, contém quase o quádruplo desse numero, então, não tenham medo de treinar pesado e romper o máximo que puder, rsrsrs.

Hipertrofia



        Hipertrofia é o ganho de força e resistência muscular acompanhado pelo aumento do tamanho das fibras.
       Hiperplasia é o crescimento por aumento de número de células no músculo. Esse aumento do número de fibras musculares é chamado de hiperplasia fibrilar. Quando o mesmo acontece uma fibra se divide em duas.
hiperplasia
            A hipertrofia irá acontecer nas duas formas, comprovado por pesquisas cientificas. Já a hiperplasia só foi comprovada por pesquisas feitas em animais. Por exemplo: Uma galinha é exposta a um esforço sistêmico,  quando ganha massa, ela é morta para poder contar as fibras musculares com a ajuda de um microscópio. Entanto não se conhece um atleta que tenha realizado tal teste (segundo as minhas pesquisas); Pois a ciência ainda encontra algumas barreiras para que isso aconteça. Se vocês descobrirem algum caso, comentem!
  Vamos conhecer...
Fonte:http://www.wheymaromba.com.br/hipertrofia-e-hiperplasia/

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Educação Física higienista: discursos historiográficos

            A tendência pedagógica de Educação Física escolar conhecida como “higienista” foi delineada de modo significativo no final do século XIX. Nas primeiras décadas do século XX, tal época histórica abrangeu o marco da Primeira Guerra Mundial e, no Brasil, o baixo nível de saneamento básico e as mazelas sociais. Para Ghiraldelli Júnior (1988), o desenvolvimento da Educação Física higienista estava ligado às preocupações das elites com os problemas advindos da crescente industrialização do período final do Império e de toda a Primeira República.

            As preocupações do pensamento liberal da elite brasileira com a saúde objetivavam distanciar as classes sociais mais altas das mazelas sociais que assolavam grande parte do país. Nesta época, houve um impulso significativo da industrialização e consequentemente um avanço incompatível da urbanização com a infraestrutura das grandes metrópoles. Este cenário derivou um surto de inúmeras doenças, altos índices de mortalidade infantil, bairros atravessados por uma série de problemas de saneamento básico, bem como uma suposta falta de reflexão da população, sobretudo da parcela referente aos trabalhadores operários, em relação às profilaxias e às condições de saúde.
            Parte do povo foi removida dos grandes centros das cidades por medidas autoritárias de remodelamento urbano com o intuito de evitar a proliferações de doenças, bem como a fim de arejar os espaços públicos. A população começava a ocupar o interior das capitais formando o que pode ser denominado de “favelas”. Soares (2004) explicita que houve um processo semelhante na Europa: “[...] o desenvolvimento urbano empurrava os pobres para as grandes concentrações de miséria dos centros de governo e das novas áreas residenciais da burguesia.” (p. 10).


               Alencar et al. (1996) mencionam que as grandes cidades eram os centros de desenvolvimento e as suas taxas de crescimento demográfico eram superiores às da população nacional como um todo. Oliveira (1987) acrescenta que “[...] a afluência de jovens aos grandes centros, iminência de sedentarismo provocada pela revolução nos meios de transporte e a influência da imigração fomentada após a abolição [...].” (p. 55) se configuravam como fatores determinantes para a alteração da expectativa de vida da sociedade brasileira. O país era regido pelo capitalismo crescente, agravando a diferença socioeconômica entre as classes sociais.
             Entretanto, Soares (2004) pondera que “O que tornava o povo miserável, doente, degenerado física e mentalmente eram as condições de vida e de trabalho impostas pelo capital.” (p. 103). Baseando-se em Ghiraldelli Júnior (1988), “A Educação Física Higienista é produto do pensamento liberal. [...] Os liberais não titubeavam em jogar às costas da ‘ignorância popular’ a culpa pelos problemas sociais que, em verdade, se originavam da perversidade do sistema capitalista.” (p. 22). Por gestos automatizados e disciplinados, a Educação Física se tornaria responsável em construir corpos considerados saudáveis (SOARES, 2004).
            Nesse contexto, em termos gerais, de acordo com Caparroz (2005), no caso específico da Educação Física escolar, emergia a noção de intervenção que serviria “[...] para imprimir a idéia liberal, de que a saúde, o bem-estar físico, o desenvolvimento do corpo forte, higiênico, é responsabilidade individual e não conseqüência das condições sociais determinadas pela estrutura econômica, política e social.” (p. 121).


          Sobre a historiografia da Educação Física, como pano de fundo teórico dos aspectos histórico-contextuais que atravessam a área, vale destacar a ideia de Caparroz (2005) que muitos autores desconsideram a trajetória histórica da incorporação das práticas corporais construída historicamente no âmbito educacional permeada de conflitos e contradições. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho é analisar e discutir alguns discursos historiográficos concernentes especificamente ao que foi denominado de Educação Física higienista.

 Educação Física higienista: da constituição da disciplina à suposta intervenção social no processo saúde-doença
  
           Admite-se tratar o impulso da área de Educação Física a partir da sua consolidação como disciplina obrigatória do currículo escolar nesse contexto da época denominada de higienista. Segundo Ghiraldelli Júnior (1988), o liberalismo brasileiro com o advogado baiano Rui Barbosa e seu Parecer no Projeto de número 224 caracterizando a Reforma do Ensino Primário, bem como a força de várias instituições complementares da Instrução Pública proferido em 1882 na Câmara dos Deputados, legitimaram legalmente a Educação Física nas escolas.
            O argumento central da relevância da Educação Física era o avanço da ciência e da função higienista divulgado em publicações, discursos e conferências (MENDES; NÓBREGA, 2008). Castellani Filho (2003) esclarece que tal cenário “[...] serviu de referencial a todos aqueles que – notadamente nos primórdios do período republicando e nas primeiras décadas do século XX – vieram a defender a presença da Educação Física no sistema escolar brasileiro.” (p. 54). De encontro à interpretação de Castellani Filho (1983), Caparroz (2005) afirma que a função da Educação Física higienista no sentido de que foi derivada da influência médica e biológica, na verdade, já datava desde o período do Império.
           Sabe-se que os aspectos histórico-contextuais foram determinantes para a Educação Física se inserir no âmbito educacional, no entanto, a consolidação de uma disciplina na escola depende de vários fatores em tensão para a sua consolidação na prática. De certo modo, a escola foi considerada um instrumento de reverter a situação social de mazelas sociais sendo classificada como redentora da humanidade e influenciada significativamente pelos médicos-higienistas no desenvolvimento dos conteúdos pedagógicos.

             Exemplarmente, Vago (1999) assinala que houve “[...] a construção de prédios próprios para as escolas, imponentes, majestosos, higiênicos e assépticos – os grupos escolares, considerados templos do saber.” (p. 32). Ainda tendo a escola como a saída da regeneração da sociedade, Soares (2004) registra que tanto médicos quanto pedagogos viabilizam, na prática, suas crenças na transformação social através da educação. O âmbito educacional se torna um instrumento capaz de formar, desde a infância, os hábitos de vida saudável, o amor ao trabalho, à ordem e à disciplina moral.
          Desse modo, “[...] atribuíam à Educação o poder sobrenatural de reformar a sociedade. Por extensão, advogam uma Educação Física que reeducasse toda a população, e principalmente os trabalhadores, no sentido de condicioná-los a hábitos higiênicos e saudáveis.” (GHIRALDELLI JÚNIOR, 1988, p. 36). Darido e Rangel (2005) mencionam que os instrumentos dessa disciplina escolar, que são o corpo e o movimento, são valorizados para “[...] o desenvolvimento do físico e da moral, a partir do exercício.” (p. 2). Os métodos ginásticos paulatinamente também se tornam importantes no desenvolvimento da área de Educação Física. Segundo Soares (2004), desde o ano de 1800 na Europa, formas distintas de exercícios físicos, denominados de métodos ginásticos, acabam sendo transmitidos para outros países, como o Brasil.
  

          Entretanto, questiona-se o discurso de que a escola seria responsável em educar as camadas socialmente (des)prestigiadas. Vale questionar tais noções acerca da incorporação acrítica de ideologias médico-higienistas da Educação Física pela escola, uma vez que para Caparroz (2005), “[...] o acesso à escola era praticamente restrito às elites, e mesmo nas escolas frequentadas pelos trabalhadores é preciso verificar se havia aulas de Educação Física.” (p. 88)
          Para Caparroz (2005), parece que a maioria dos autores não explorou a construção histórica da Educação Física buscando refletir sobre a real gênese da área educacional. De forma majoritária, determinista e reducionista, as análises se fundamentam na compreensão da ideia da Educação Física sendo incorporada pela instituição escolar unicamente pela via da determinação dominante. Os objetivos dos higienistas não possuíam a pretensão de atender somente aos interesses de determinada classe (GÓIS JUNIOR, 2000). Nesse sentido, transparece que não houve nenhum elemento de contradição/conflito e que os ditames dominantes sempre se sobrepuseram aos sentidos ideológicos da Educação Física escolar.
   
       Educação Física higienista: direcionando para o trabalho? 

           Além dos aspectos constitutivos relativos ao processo saúde-doença da maioria da população brasileira, a Educação Física escolar deveria se desdobrar para se empenhar com eficácia nas condições de trabalho. Alencar et al. (1996) mencionam que se tornou “[...] obrigatória a educação moral, cívica e esportiva nas escolas, etc. Tudo isso tinha um objetivo principal: tornar seus empregados mais satisfeitos (?!) mas, sobretudo, mais produtivos.” (p. 283). Nas palavras de Soares et al. (1992) surgiria um novo homem, este por sua vez mais centrado no seu corpo para o trabalho na época:
          [...] a energia física, transformava-se em força de trabalho e era vendida como mais uma mercadoria, pois era a única coisa que o trabalhador dispunha para oferecer no “mercado” dessa chamada “sociedade livre”. [...] é nesses cuidados físicos com o corpo – os quais incluíam a formação de hábitos como: tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos – que se faziam presentes, também, os exercícios físicos [...] (p. 51)
          Entretanto parece razoável ponderar que as explicações macroestruturais sobre a Educação Física escolar e os ditames do capitalismo sobre as condições de trabalho podem ser reducionistas (OLIVEIRA, 2002). Há generalizações sobre os processos de análise dos aspectos industriais ao assumir a Educação Física escolar como responsável pela preparação e especialização da mão-de-obra (CAPARROZ, 2005).
         Em especial, quando se alude a este homem da época higienista no crescente sistema capitalista, refere-se aos sujeitos do sexo masculino. Na época, havia a superioridade do gênero masculino e uma submissão da mulher, logo, teoricamente, o programa de exercícios físicos era diferente entre homens e mulheres. Castellani Filho (2003) afirma que “[...] mulheres fortes e sadias teriam mais condições de gerarem filhos saudáveis, [...] estariam mais aptos a defenderem e construírem a Pátria, no caso dos homens, e de se tornarem mães robustas, no caso das mulheres.” (p. 56).


           Além disso, Soares (2004) pondera que as crianças precisam ser educadas, disciplinadas pelas mulheres-mães ao dominar o conjunto de medidas e normas médicas, adotando, assim, um espaço particular – leia-se privado – na sociedade. Nesse sentido, a mulher se torna peça fundamental nas estratégias para a domesticação da classe operária. Nessa perspectiva, a Educação Física denominada higienista, portanto, visaria à instrumentação para o trabalho da população.
           Corpos robustos, viris, ágeis, fortes, dispostos a agir intensamente contra as mazelas sociais e para o trabalho eram constantemente divulgados na sociedade. Na visão de Soares et al. (1992), essa assepsia da população em geral possui raízes desde o início do século XIX, quando a Educação Física ministrada na escola “[...] começou a ser vista como importante instrumento de aprimoramento físico dos indivíduos que, ‘fortalecidos’ pelo exercício físico, que em si gera saúde, estariam mais aptos para contribuir com a grandeza da indústria nascente [...].” (p. 52)
             Na prática da Educação Física escolar, no sentido atribuído por Soares (2004), “O professor desempenha um papel secundário, digamos assim, um papel de auxiliar direto, um papel de executor de tarefas pensadas e fiscalizadas pelo médico.” (p. 130). Há a noção de que o professor de Educação Física munir-se-ia de conhecimentos anatomofisiológicos e higiênicos em sua formação profissional com o intuito de modelar os sujeitos para o trabalho (CAPARROZ, 2005). Dessa forma, o médico-higienista era responsável por interferir na prescrição de exercícios e nos conteúdos escolares, como Rocha (2003) destaca:
           [...] a revista de asseio do corpo e das roupas; a revista da escola pelos alunos, num exercício que [...] desenvolveria a capacidade de vigilância sobre o ambiente doméstico; a observação e correção por parte do professor das condutas contrárias às prescrições higiênicas; as mensurações de peso, estatura e força física; a indagação discreta e hábil sobre a vida doméstica do aluno, que orientaria o professor no trabalho de correção, ampliando a sua órbita de influência para o interior dos lares. (p. 48)


            Resumidamente, Bracht (1999) pondera que Educação Física era “Alvo das necessidades produtivas (corpo produtivo), das necessidades sanitárias (corpo “saudável”), das necessidades morais (corpo deserotizado), das necessidades de adaptação e controle social (corpo dócil).” (p. 71). Castellani Filho (2003) menciona que “[...] os higienistas lançaram mão da Educação Física, definindo-lhe um papel de substancial importância, qual seja, o de criar o corpo saudável, robusto e harmonioso organicamente [...] acabou contribuindo que [...] este corpo fosse eleito representante de uma classe e de uma raça [...]” (p. 43).
         Portanto, é possível perceber os reflexos dos ideais higienistas na sociedade da época. O avanço da ciência acabou proporcionando um incentivo à educação sexual, à proliferação e à manutenção de uma raça pura. Em especial, emergia a ideia da reprodução e multiplicação da camada dominante eminentemente branca (GÓIS JUNIOR; LOVISOLO, 2005; SOARES, 2004; SCHNEIDER; FERREIRA NETO, 2006). Entretanto, cabe pontuar que tais aspectos que compõem o discurso higienista ainda podem ser vistos na concepção de corpo dos futuros e atuais professores da área (SILVA et al., 2009) e nas noções de estilo de vida contemporâneo (GÓIS JUNIOR; LOVISOLO, 2003; BAGRICHEVSKY et al., 2006), porém reeditados ou modificados em seus sentidos e significados.
         Desse modo, em suma, tendo em vista os discursos historiográficos que permeiam a área de Educação Física escolar, mais precisamente na época denominada de higienismo, pode-se destacar a ideia de Caparroz (2005): mais do que analisar a concepção biologizante que originou os pressupostos iniciais da área, é necessário compreender os aspectos macro e microestruturais que demarcaram a Educação Física no âmbito educacional. As análises relativas às tendências pedagógicas que foram constituídas no passado da área de Educação Física devem ser relativizadas no tempo e no espaço, evitando ponderações unívocas, como acriticamente fizeram Chagas e Garcia (2011) ao destacarem que os ideais higienistas geraram uma visão de corpo mecânica e fragmentada.
         É mister rechaçar a ideia de que os referenciais provindos da instituição médico-higienista comprometeram a identidade da área de Educação Física. Caparroz (2005) comenta que ao “Afirmar que não ocorreu nenhuma ação teórico-prática no que se refere ao desenvolvimento de um volume de conhecimento científico que garantiria uma identidade pedagógica à educação física no âmbito escolar é, no mínimo, injustiça com certos autores daquele momento histórico.” (p. 98). Inegáveis foram os avanços das estratégias voltadas ao processo saúde-doença e ao trabalho, bem como a maior preocupação com o corpo no âmbito escolar por meio da Educação Física.

(In) conclusões a serem (re)pensadas

        Ao buscar analisar e discutir alguns discursos historiográficos concernentes especificamente ao que foi denominado de Educação Física higienista, mais do que tentar esgotar o debate sobre a temática, foi possível deslindar acerca de alguns aspectos constitutivos da área.
        Nota-se a relevância em relativizar os fatores que compuseram, teoricamente, os pressupostos da Educação Física higienista e seus ideais na sociedade contemporânea. O diálogo entre múltiplos referenciais teóricos acerca da constituição e do desenvolvimento da área em relação aos aspectos histórico-contextuais relativos ao processo saúde-doença e à formação para o trabalho se torna indelével.
       Portanto, tendo em vista as produções científicas que constituem a literatura da área, é possível destacar algumas (in) conclusões a serem (re)pensadas acerca da origem da Educação Física escolar e a sua suposta função de promoção de corpos considerados saudáveis e aptos para o trabalho em uma época permeada de mazelas sociais e de desenvolvimento urbano-industrial.
Referências
·         ALENCAR, C.; CARPI, L.; RIBEIRO, M. V. História da sociedade brasileira. 13. ed., Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1996.
·         BAGRICHEVSKY, M.; ESTEVÃO, A.; PALMA, A. Saúde coletiva e Educação Física: aproximando campos, garimpando sentidos. In: BAGRICHEVSKY, M.; PALMA, A.; ESTEVÃO, A.; DA ROS, M. A. (Orgs.) A saúde em debate na Educação Física. v. 2, Blumenau: Nova Letra, 2006. p. 21-44.
·         BRACHT, V. A constituição das teorias pedagógicas da Educação Física. Caderno Cedes, Campinas, v. 19, n. 48, p. 69-88, ago. 1999.
·         CAPARROZ, F. E. Entre a Educação Física na escola e a Educação Física da escola. 2. ed., Campinas: Autores Associados, 2005.
·         CASTELLANI FILHO, L. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. 8. ed., Campinas: Papirus, 2003.
·         CHAGAS, C. S.; GARCIA, J. D. A. Educação Física no Brasil: apontamentos sobre as tendências constituídas até a década de 80. Lecturas en Educación Física y Deportes, Buenos Aires, año 15, n. 154, Marzo 2011. http://www.efdeportes.com/efd154/educacao-fisica-no-brasil-tendencias-constituidas.htm
·         DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A. Educação Física na escola: implicações para prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
·         GHIRALDELLI JÚNIOR, P. Educação Física progressista: a pedagogia crítico-social dos conteúdos e a Educação Física. 6. ed., São Paulo: Loyola, 1988.
·         GÓIS JUNIOR, E. Os higienistas e a Educação Física: a história de seus ideais. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, 2000.
·         GÓIS JUNIOR, E.; LOVISOLO, H. R. Descontinuidades e continuidades do movimento higienista no Brasil do século XX. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 25, n. 1, p. 41-54, set. 2003.
·         GÓIS JUNIOR, E.; LOVISOLO, H. R. A Educação Física e concepções higienistas sobre raça: uma reinterpretação histórica da educação física brasileira dos anos de 1930. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, Porto, v. 5, n. 3, p. 322–328, set./2005.
·         MENDES, M. I. B. S.; NÓBREGA, T. P. O Brazil-Medico e as contribuições do pensamento médico-higienista para as bases científicas da Educação Física brasileira. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, p. 209-219, jan./mar. 2008.
·         OLIVEIRA, V. M. O que é educação física. 6. ed., São Paulo: Brasiliense, 1987.
·         OLIVEIRA, M. A. T. Educação Física escolar e ditadura militar no Brasil (1968-1984):
·         história e historiografia. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 28, n. 1, p. 51-75, jan./jun. 2002.
·         ROCHA, H. H. P. Educação escolar e higienização da infância. Caderno Cedes, Campinas, v. 23, n. 59, p. 39-56, abr. 2003.
·         SCHNEIDER, O.; FERREIRA NETO, A. Saúde e escolarização: representações, intelectuais, educação e educação física. In: OLIVEIRA, M. A. T. (Org.) Educação do corpo na escola brasileira. Campinas, SP: Autores Associados, 2006. p. 111-133.
·         SILVA, A. C. et al. A visão de corpo na perspectiva de graduandos em Educação Física: fragmentada ou integrada? Movimento, Porto Alegre, v. 15, n. 3, p. 109-126, jul./set. 2009.
·         SOARES, C. L. et al. Metodologia do ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.
·         SOARES, C. L. Educação Física: raízes européias e Brasil. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2004.
·         VAGO, T. M. Início e fim do século XX: maneiras de fazer Educação Física na escola. Cadernos Cedes, Campinas, v. 19, n. 48, p. 30-51, ago. 1999.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Minha Luta

        Como você sonha?
                Com muita Dificuldade consegui montar uma simples Academia, mais como sempre gostei de fazer exercício físicos, foi o máximo, mesmo assim faltando pesos e sem estrutura, sem conhecimento, com apenas um ideal em mente...
       
 .           Os alunos poucos mais, leais até hoje, sempre busquei conhecimento à cada dia sempre fui motivado,nunca fiz nada de errado sempre procurei passar as informações mais claras possíveis, Informações essas vindas da Internet..
  
  Com o tempo você acaba crescendo tanto no meio profissional quanto como pessoa, sempre atencioso, brincalhão, essa foi a maneira que encontrei para conquistar meus clientes.

Consegui sonhar mais alto, com muito esforço e dedicação venho a passos de Tartaruga mas, continuo em frente, não sei como será daqui a 5,10 ou 20 anos,só  sei de uma coisa a VIDA continua e permanecer vivo é uma Batalha.


Acredito hoje mais do que Nunca que Nada acontece por Acaso, mantenho minha mente aberta à novas descobertas e novos horizontes, quem me acompanha desde o Inicio, pode dar um pouco de credito ao velhinho aqui?
Ano Novo, (2016) vamos rumo a mais um ano de lutas e de Muito conhecimento.
Agradecendo sempre aquelas pessoas que diretamente ou indiretamente faz parte da minha Vida...
OBRIGADO......



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Atividade Física

  
Pesquisa afirma que atividade física regular melhora o desempenho de alunos

             Pesquisa avaliou atividade física e notas de 5 mil adolescentes. Resultado foi mais acentuado entre meninas na disciplina de ciências. Nova pesquisa britânica publicada mostra que praticar exercícios regularmente melhorou as notas escolares de adolescentes e ajudou particularmente as meninas nos estudos de ciências.
          Segundo descobertas divulgadas na edição online do periódico britânico "Journal of Sports Medicine", quanto mais ativas fisicamente forem, melhor o desempenho das crianças na escola. E, de acordo com um comunicado de imprensa, os "resultados das meninas em ciências pareceram ser aqueles que mais se beneficiaram" das atividades físicas.
            Há muito tempo se acredita que movimentar o corpo impulsiona o funcionamento do cérebro, mas poucas evidências científicas existiam até agora. Para fazer o estudo, cientistas de Inglaterra, Escócia e Estados Unidos mediram o nível de atividade física de quase 5.000 meninos e meninas de 11 anos, que vestiram um "acelerômetro" leitor de movimento durante uma semana.

            Seu desempenho acadêmico em inglês, matemática e ciências foi avaliado aos 11, 13 e 16 anos de idade. As crianças mais ativas fisicamente aos 11 anos tiveram um desempenho melhor nas três fases e em todas as disciplinas.
           De acordo com os resultados, cada 17 minutos de exercícios diários aos 11 anos produziram uma melhora adicional nas notas dos meninos, e 12 minutos diários para as meninas com 16 anos.
           O efeito foi notavelmente grande para as meninas em aulas de ciências. "Esta é uma descoberta importante, especialmente à luz da atual política do Reino Unido e da Comissão Europeia de aumentar o número de meninas em temas científicos", escreveram os autores. No entanto, os cientistas se preocuparam em observar que aos 11 anos, os meninos praticam em média 29 minutos de exercícios de moderados a vigorosos por dia e as meninas, cerca de 18 minutos, muito menos do que os 60 minutos recomendados.
     
          "As descobertas impeliram os autores a especular sobre o que poderia acontecer com o desempenho acadêmico se as crianças aumentassem a quantidade de atividade física de moderada a vigorosa que faziam para os recomendados 60 minutos", destacou o comunicado. As crianças foram recrutadas em um projeto de larga escala denominado Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC ou Estudo Longitudinal Avon de Pais e Filhos, em tradução literal), no sudoeste da Inglaterra.

           A Educação Física na escola aumenta o rendimento do aluno?

Uma pesquisa recém-publicada pela revista Neuroscience revela que a educação física na escola influencia de maneira positiva o desempenho acadêmico dos alunos.  Crianças de 9 anos de idade foram submetidos a uma série de testes cognitivos com o objetivo de avaliar a capacidade de atenção após vinte minutos de repouso. No dia seguinte, as crianças passaram pelos mesmos testes após uma sessão de vinte minutos de caminhada na esteira. O desempenho cognitivo dos alunos foi significativamente melhor quando testados após o exercício físico, acompanhadas também por melhores medidas neurofisiológicas que refletem a capacidade de atenção.
         Além disso, os pesquisadores realizaram testes do conteúdo aprendido em sala de aula, com foco em matemática, escrita e interpretação de texto. Os acertos foram maiores após a prática de atividade física, especialmente no teste de interpretação de texto. Um dos autores do estudo, Darla Castelli da Universidade de Illinois, recomenda que estudantes do ensino fundamental realizem pelo menos 150 minutos de atividade física durante a semana e 225 minutos no caso de estudantes do ensino médio. A pesquisadora recomenda ainda que os professores criem formas de integrar atividade física e conteúdo programático até mesmo dentro da sala de aula. Vale ressaltar também outros benefícios que a Educação Física proporciona, como equilíbrio psíquico e prevenção de doenças.

   o mais importante, não importa  a atividade física, o mais importante é  se EXERCITAR.