terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Educação Física higienista: discursos historiográficos

            A tendência pedagógica de Educação Física escolar conhecida como “higienista” foi delineada de modo significativo no final do século XIX. Nas primeiras décadas do século XX, tal época histórica abrangeu o marco da Primeira Guerra Mundial e, no Brasil, o baixo nível de saneamento básico e as mazelas sociais. Para Ghiraldelli Júnior (1988), o desenvolvimento da Educação Física higienista estava ligado às preocupações das elites com os problemas advindos da crescente industrialização do período final do Império e de toda a Primeira República.

            As preocupações do pensamento liberal da elite brasileira com a saúde objetivavam distanciar as classes sociais mais altas das mazelas sociais que assolavam grande parte do país. Nesta época, houve um impulso significativo da industrialização e consequentemente um avanço incompatível da urbanização com a infraestrutura das grandes metrópoles. Este cenário derivou um surto de inúmeras doenças, altos índices de mortalidade infantil, bairros atravessados por uma série de problemas de saneamento básico, bem como uma suposta falta de reflexão da população, sobretudo da parcela referente aos trabalhadores operários, em relação às profilaxias e às condições de saúde.
            Parte do povo foi removida dos grandes centros das cidades por medidas autoritárias de remodelamento urbano com o intuito de evitar a proliferações de doenças, bem como a fim de arejar os espaços públicos. A população começava a ocupar o interior das capitais formando o que pode ser denominado de “favelas”. Soares (2004) explicita que houve um processo semelhante na Europa: “[...] o desenvolvimento urbano empurrava os pobres para as grandes concentrações de miséria dos centros de governo e das novas áreas residenciais da burguesia.” (p. 10).


               Alencar et al. (1996) mencionam que as grandes cidades eram os centros de desenvolvimento e as suas taxas de crescimento demográfico eram superiores às da população nacional como um todo. Oliveira (1987) acrescenta que “[...] a afluência de jovens aos grandes centros, iminência de sedentarismo provocada pela revolução nos meios de transporte e a influência da imigração fomentada após a abolição [...].” (p. 55) se configuravam como fatores determinantes para a alteração da expectativa de vida da sociedade brasileira. O país era regido pelo capitalismo crescente, agravando a diferença socioeconômica entre as classes sociais.
             Entretanto, Soares (2004) pondera que “O que tornava o povo miserável, doente, degenerado física e mentalmente eram as condições de vida e de trabalho impostas pelo capital.” (p. 103). Baseando-se em Ghiraldelli Júnior (1988), “A Educação Física Higienista é produto do pensamento liberal. [...] Os liberais não titubeavam em jogar às costas da ‘ignorância popular’ a culpa pelos problemas sociais que, em verdade, se originavam da perversidade do sistema capitalista.” (p. 22). Por gestos automatizados e disciplinados, a Educação Física se tornaria responsável em construir corpos considerados saudáveis (SOARES, 2004).
            Nesse contexto, em termos gerais, de acordo com Caparroz (2005), no caso específico da Educação Física escolar, emergia a noção de intervenção que serviria “[...] para imprimir a idéia liberal, de que a saúde, o bem-estar físico, o desenvolvimento do corpo forte, higiênico, é responsabilidade individual e não conseqüência das condições sociais determinadas pela estrutura econômica, política e social.” (p. 121).


          Sobre a historiografia da Educação Física, como pano de fundo teórico dos aspectos histórico-contextuais que atravessam a área, vale destacar a ideia de Caparroz (2005) que muitos autores desconsideram a trajetória histórica da incorporação das práticas corporais construída historicamente no âmbito educacional permeada de conflitos e contradições. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho é analisar e discutir alguns discursos historiográficos concernentes especificamente ao que foi denominado de Educação Física higienista.

 Educação Física higienista: da constituição da disciplina à suposta intervenção social no processo saúde-doença
  
           Admite-se tratar o impulso da área de Educação Física a partir da sua consolidação como disciplina obrigatória do currículo escolar nesse contexto da época denominada de higienista. Segundo Ghiraldelli Júnior (1988), o liberalismo brasileiro com o advogado baiano Rui Barbosa e seu Parecer no Projeto de número 224 caracterizando a Reforma do Ensino Primário, bem como a força de várias instituições complementares da Instrução Pública proferido em 1882 na Câmara dos Deputados, legitimaram legalmente a Educação Física nas escolas.
            O argumento central da relevância da Educação Física era o avanço da ciência e da função higienista divulgado em publicações, discursos e conferências (MENDES; NÓBREGA, 2008). Castellani Filho (2003) esclarece que tal cenário “[...] serviu de referencial a todos aqueles que – notadamente nos primórdios do período republicando e nas primeiras décadas do século XX – vieram a defender a presença da Educação Física no sistema escolar brasileiro.” (p. 54). De encontro à interpretação de Castellani Filho (1983), Caparroz (2005) afirma que a função da Educação Física higienista no sentido de que foi derivada da influência médica e biológica, na verdade, já datava desde o período do Império.
           Sabe-se que os aspectos histórico-contextuais foram determinantes para a Educação Física se inserir no âmbito educacional, no entanto, a consolidação de uma disciplina na escola depende de vários fatores em tensão para a sua consolidação na prática. De certo modo, a escola foi considerada um instrumento de reverter a situação social de mazelas sociais sendo classificada como redentora da humanidade e influenciada significativamente pelos médicos-higienistas no desenvolvimento dos conteúdos pedagógicos.

             Exemplarmente, Vago (1999) assinala que houve “[...] a construção de prédios próprios para as escolas, imponentes, majestosos, higiênicos e assépticos – os grupos escolares, considerados templos do saber.” (p. 32). Ainda tendo a escola como a saída da regeneração da sociedade, Soares (2004) registra que tanto médicos quanto pedagogos viabilizam, na prática, suas crenças na transformação social através da educação. O âmbito educacional se torna um instrumento capaz de formar, desde a infância, os hábitos de vida saudável, o amor ao trabalho, à ordem e à disciplina moral.
          Desse modo, “[...] atribuíam à Educação o poder sobrenatural de reformar a sociedade. Por extensão, advogam uma Educação Física que reeducasse toda a população, e principalmente os trabalhadores, no sentido de condicioná-los a hábitos higiênicos e saudáveis.” (GHIRALDELLI JÚNIOR, 1988, p. 36). Darido e Rangel (2005) mencionam que os instrumentos dessa disciplina escolar, que são o corpo e o movimento, são valorizados para “[...] o desenvolvimento do físico e da moral, a partir do exercício.” (p. 2). Os métodos ginásticos paulatinamente também se tornam importantes no desenvolvimento da área de Educação Física. Segundo Soares (2004), desde o ano de 1800 na Europa, formas distintas de exercícios físicos, denominados de métodos ginásticos, acabam sendo transmitidos para outros países, como o Brasil.
  

          Entretanto, questiona-se o discurso de que a escola seria responsável em educar as camadas socialmente (des)prestigiadas. Vale questionar tais noções acerca da incorporação acrítica de ideologias médico-higienistas da Educação Física pela escola, uma vez que para Caparroz (2005), “[...] o acesso à escola era praticamente restrito às elites, e mesmo nas escolas frequentadas pelos trabalhadores é preciso verificar se havia aulas de Educação Física.” (p. 88)
          Para Caparroz (2005), parece que a maioria dos autores não explorou a construção histórica da Educação Física buscando refletir sobre a real gênese da área educacional. De forma majoritária, determinista e reducionista, as análises se fundamentam na compreensão da ideia da Educação Física sendo incorporada pela instituição escolar unicamente pela via da determinação dominante. Os objetivos dos higienistas não possuíam a pretensão de atender somente aos interesses de determinada classe (GÓIS JUNIOR, 2000). Nesse sentido, transparece que não houve nenhum elemento de contradição/conflito e que os ditames dominantes sempre se sobrepuseram aos sentidos ideológicos da Educação Física escolar.
   
       Educação Física higienista: direcionando para o trabalho? 

           Além dos aspectos constitutivos relativos ao processo saúde-doença da maioria da população brasileira, a Educação Física escolar deveria se desdobrar para se empenhar com eficácia nas condições de trabalho. Alencar et al. (1996) mencionam que se tornou “[...] obrigatória a educação moral, cívica e esportiva nas escolas, etc. Tudo isso tinha um objetivo principal: tornar seus empregados mais satisfeitos (?!) mas, sobretudo, mais produtivos.” (p. 283). Nas palavras de Soares et al. (1992) surgiria um novo homem, este por sua vez mais centrado no seu corpo para o trabalho na época:
          [...] a energia física, transformava-se em força de trabalho e era vendida como mais uma mercadoria, pois era a única coisa que o trabalhador dispunha para oferecer no “mercado” dessa chamada “sociedade livre”. [...] é nesses cuidados físicos com o corpo – os quais incluíam a formação de hábitos como: tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos – que se faziam presentes, também, os exercícios físicos [...] (p. 51)
          Entretanto parece razoável ponderar que as explicações macroestruturais sobre a Educação Física escolar e os ditames do capitalismo sobre as condições de trabalho podem ser reducionistas (OLIVEIRA, 2002). Há generalizações sobre os processos de análise dos aspectos industriais ao assumir a Educação Física escolar como responsável pela preparação e especialização da mão-de-obra (CAPARROZ, 2005).
         Em especial, quando se alude a este homem da época higienista no crescente sistema capitalista, refere-se aos sujeitos do sexo masculino. Na época, havia a superioridade do gênero masculino e uma submissão da mulher, logo, teoricamente, o programa de exercícios físicos era diferente entre homens e mulheres. Castellani Filho (2003) afirma que “[...] mulheres fortes e sadias teriam mais condições de gerarem filhos saudáveis, [...] estariam mais aptos a defenderem e construírem a Pátria, no caso dos homens, e de se tornarem mães robustas, no caso das mulheres.” (p. 56).


           Além disso, Soares (2004) pondera que as crianças precisam ser educadas, disciplinadas pelas mulheres-mães ao dominar o conjunto de medidas e normas médicas, adotando, assim, um espaço particular – leia-se privado – na sociedade. Nesse sentido, a mulher se torna peça fundamental nas estratégias para a domesticação da classe operária. Nessa perspectiva, a Educação Física denominada higienista, portanto, visaria à instrumentação para o trabalho da população.
           Corpos robustos, viris, ágeis, fortes, dispostos a agir intensamente contra as mazelas sociais e para o trabalho eram constantemente divulgados na sociedade. Na visão de Soares et al. (1992), essa assepsia da população em geral possui raízes desde o início do século XIX, quando a Educação Física ministrada na escola “[...] começou a ser vista como importante instrumento de aprimoramento físico dos indivíduos que, ‘fortalecidos’ pelo exercício físico, que em si gera saúde, estariam mais aptos para contribuir com a grandeza da indústria nascente [...].” (p. 52)
             Na prática da Educação Física escolar, no sentido atribuído por Soares (2004), “O professor desempenha um papel secundário, digamos assim, um papel de auxiliar direto, um papel de executor de tarefas pensadas e fiscalizadas pelo médico.” (p. 130). Há a noção de que o professor de Educação Física munir-se-ia de conhecimentos anatomofisiológicos e higiênicos em sua formação profissional com o intuito de modelar os sujeitos para o trabalho (CAPARROZ, 2005). Dessa forma, o médico-higienista era responsável por interferir na prescrição de exercícios e nos conteúdos escolares, como Rocha (2003) destaca:
           [...] a revista de asseio do corpo e das roupas; a revista da escola pelos alunos, num exercício que [...] desenvolveria a capacidade de vigilância sobre o ambiente doméstico; a observação e correção por parte do professor das condutas contrárias às prescrições higiênicas; as mensurações de peso, estatura e força física; a indagação discreta e hábil sobre a vida doméstica do aluno, que orientaria o professor no trabalho de correção, ampliando a sua órbita de influência para o interior dos lares. (p. 48)


            Resumidamente, Bracht (1999) pondera que Educação Física era “Alvo das necessidades produtivas (corpo produtivo), das necessidades sanitárias (corpo “saudável”), das necessidades morais (corpo deserotizado), das necessidades de adaptação e controle social (corpo dócil).” (p. 71). Castellani Filho (2003) menciona que “[...] os higienistas lançaram mão da Educação Física, definindo-lhe um papel de substancial importância, qual seja, o de criar o corpo saudável, robusto e harmonioso organicamente [...] acabou contribuindo que [...] este corpo fosse eleito representante de uma classe e de uma raça [...]” (p. 43).
         Portanto, é possível perceber os reflexos dos ideais higienistas na sociedade da época. O avanço da ciência acabou proporcionando um incentivo à educação sexual, à proliferação e à manutenção de uma raça pura. Em especial, emergia a ideia da reprodução e multiplicação da camada dominante eminentemente branca (GÓIS JUNIOR; LOVISOLO, 2005; SOARES, 2004; SCHNEIDER; FERREIRA NETO, 2006). Entretanto, cabe pontuar que tais aspectos que compõem o discurso higienista ainda podem ser vistos na concepção de corpo dos futuros e atuais professores da área (SILVA et al., 2009) e nas noções de estilo de vida contemporâneo (GÓIS JUNIOR; LOVISOLO, 2003; BAGRICHEVSKY et al., 2006), porém reeditados ou modificados em seus sentidos e significados.
         Desse modo, em suma, tendo em vista os discursos historiográficos que permeiam a área de Educação Física escolar, mais precisamente na época denominada de higienismo, pode-se destacar a ideia de Caparroz (2005): mais do que analisar a concepção biologizante que originou os pressupostos iniciais da área, é necessário compreender os aspectos macro e microestruturais que demarcaram a Educação Física no âmbito educacional. As análises relativas às tendências pedagógicas que foram constituídas no passado da área de Educação Física devem ser relativizadas no tempo e no espaço, evitando ponderações unívocas, como acriticamente fizeram Chagas e Garcia (2011) ao destacarem que os ideais higienistas geraram uma visão de corpo mecânica e fragmentada.
         É mister rechaçar a ideia de que os referenciais provindos da instituição médico-higienista comprometeram a identidade da área de Educação Física. Caparroz (2005) comenta que ao “Afirmar que não ocorreu nenhuma ação teórico-prática no que se refere ao desenvolvimento de um volume de conhecimento científico que garantiria uma identidade pedagógica à educação física no âmbito escolar é, no mínimo, injustiça com certos autores daquele momento histórico.” (p. 98). Inegáveis foram os avanços das estratégias voltadas ao processo saúde-doença e ao trabalho, bem como a maior preocupação com o corpo no âmbito escolar por meio da Educação Física.

(In) conclusões a serem (re)pensadas

        Ao buscar analisar e discutir alguns discursos historiográficos concernentes especificamente ao que foi denominado de Educação Física higienista, mais do que tentar esgotar o debate sobre a temática, foi possível deslindar acerca de alguns aspectos constitutivos da área.
        Nota-se a relevância em relativizar os fatores que compuseram, teoricamente, os pressupostos da Educação Física higienista e seus ideais na sociedade contemporânea. O diálogo entre múltiplos referenciais teóricos acerca da constituição e do desenvolvimento da área em relação aos aspectos histórico-contextuais relativos ao processo saúde-doença e à formação para o trabalho se torna indelével.
       Portanto, tendo em vista as produções científicas que constituem a literatura da área, é possível destacar algumas (in) conclusões a serem (re)pensadas acerca da origem da Educação Física escolar e a sua suposta função de promoção de corpos considerados saudáveis e aptos para o trabalho em uma época permeada de mazelas sociais e de desenvolvimento urbano-industrial.
Referências
·         ALENCAR, C.; CARPI, L.; RIBEIRO, M. V. História da sociedade brasileira. 13. ed., Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1996.
·         BAGRICHEVSKY, M.; ESTEVÃO, A.; PALMA, A. Saúde coletiva e Educação Física: aproximando campos, garimpando sentidos. In: BAGRICHEVSKY, M.; PALMA, A.; ESTEVÃO, A.; DA ROS, M. A. (Orgs.) A saúde em debate na Educação Física. v. 2, Blumenau: Nova Letra, 2006. p. 21-44.
·         BRACHT, V. A constituição das teorias pedagógicas da Educação Física. Caderno Cedes, Campinas, v. 19, n. 48, p. 69-88, ago. 1999.
·         CAPARROZ, F. E. Entre a Educação Física na escola e a Educação Física da escola. 2. ed., Campinas: Autores Associados, 2005.
·         CASTELLANI FILHO, L. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. 8. ed., Campinas: Papirus, 2003.
·         CHAGAS, C. S.; GARCIA, J. D. A. Educação Física no Brasil: apontamentos sobre as tendências constituídas até a década de 80. Lecturas en Educación Física y Deportes, Buenos Aires, año 15, n. 154, Marzo 2011. http://www.efdeportes.com/efd154/educacao-fisica-no-brasil-tendencias-constituidas.htm
·         DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A. Educação Física na escola: implicações para prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
·         GHIRALDELLI JÚNIOR, P. Educação Física progressista: a pedagogia crítico-social dos conteúdos e a Educação Física. 6. ed., São Paulo: Loyola, 1988.
·         GÓIS JUNIOR, E. Os higienistas e a Educação Física: a história de seus ideais. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, 2000.
·         GÓIS JUNIOR, E.; LOVISOLO, H. R. Descontinuidades e continuidades do movimento higienista no Brasil do século XX. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 25, n. 1, p. 41-54, set. 2003.
·         GÓIS JUNIOR, E.; LOVISOLO, H. R. A Educação Física e concepções higienistas sobre raça: uma reinterpretação histórica da educação física brasileira dos anos de 1930. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, Porto, v. 5, n. 3, p. 322–328, set./2005.
·         MENDES, M. I. B. S.; NÓBREGA, T. P. O Brazil-Medico e as contribuições do pensamento médico-higienista para as bases científicas da Educação Física brasileira. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, p. 209-219, jan./mar. 2008.
·         OLIVEIRA, V. M. O que é educação física. 6. ed., São Paulo: Brasiliense, 1987.
·         OLIVEIRA, M. A. T. Educação Física escolar e ditadura militar no Brasil (1968-1984):
·         história e historiografia. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 28, n. 1, p. 51-75, jan./jun. 2002.
·         ROCHA, H. H. P. Educação escolar e higienização da infância. Caderno Cedes, Campinas, v. 23, n. 59, p. 39-56, abr. 2003.
·         SCHNEIDER, O.; FERREIRA NETO, A. Saúde e escolarização: representações, intelectuais, educação e educação física. In: OLIVEIRA, M. A. T. (Org.) Educação do corpo na escola brasileira. Campinas, SP: Autores Associados, 2006. p. 111-133.
·         SILVA, A. C. et al. A visão de corpo na perspectiva de graduandos em Educação Física: fragmentada ou integrada? Movimento, Porto Alegre, v. 15, n. 3, p. 109-126, jul./set. 2009.
·         SOARES, C. L. et al. Metodologia do ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.
·         SOARES, C. L. Educação Física: raízes européias e Brasil. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2004.
·         VAGO, T. M. Início e fim do século XX: maneiras de fazer Educação Física na escola. Cadernos Cedes, Campinas, v. 19, n. 48, p. 30-51, ago. 1999.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Minha Luta

        Como você sonha?
                Com muita Dificuldade consegui montar uma simples Academia, mais como sempre gostei de fazer exercício físicos, foi o máximo, mesmo assim faltando pesos e sem estrutura, sem conhecimento, com apenas um ideal em mente...
       
 .           Os alunos poucos mais, leais até hoje, sempre busquei conhecimento à cada dia sempre fui motivado,nunca fiz nada de errado sempre procurei passar as informações mais claras possíveis, Informações essas vindas da Internet..
  
  Com o tempo você acaba crescendo tanto no meio profissional quanto como pessoa, sempre atencioso, brincalhão, essa foi a maneira que encontrei para conquistar meus clientes.

Consegui sonhar mais alto, com muito esforço e dedicação venho a passos de Tartaruga mas, continuo em frente, não sei como será daqui a 5,10 ou 20 anos,só  sei de uma coisa a VIDA continua e permanecer vivo é uma Batalha.


Acredito hoje mais do que Nunca que Nada acontece por Acaso, mantenho minha mente aberta à novas descobertas e novos horizontes, quem me acompanha desde o Inicio, pode dar um pouco de credito ao velhinho aqui?
Ano Novo, (2016) vamos rumo a mais um ano de lutas e de Muito conhecimento.
Agradecendo sempre aquelas pessoas que diretamente ou indiretamente faz parte da minha Vida...
OBRIGADO......



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Atividade Física

  
Pesquisa afirma que atividade física regular melhora o desempenho de alunos

             Pesquisa avaliou atividade física e notas de 5 mil adolescentes. Resultado foi mais acentuado entre meninas na disciplina de ciências. Nova pesquisa britânica publicada mostra que praticar exercícios regularmente melhorou as notas escolares de adolescentes e ajudou particularmente as meninas nos estudos de ciências.
          Segundo descobertas divulgadas na edição online do periódico britânico "Journal of Sports Medicine", quanto mais ativas fisicamente forem, melhor o desempenho das crianças na escola. E, de acordo com um comunicado de imprensa, os "resultados das meninas em ciências pareceram ser aqueles que mais se beneficiaram" das atividades físicas.
            Há muito tempo se acredita que movimentar o corpo impulsiona o funcionamento do cérebro, mas poucas evidências científicas existiam até agora. Para fazer o estudo, cientistas de Inglaterra, Escócia e Estados Unidos mediram o nível de atividade física de quase 5.000 meninos e meninas de 11 anos, que vestiram um "acelerômetro" leitor de movimento durante uma semana.

            Seu desempenho acadêmico em inglês, matemática e ciências foi avaliado aos 11, 13 e 16 anos de idade. As crianças mais ativas fisicamente aos 11 anos tiveram um desempenho melhor nas três fases e em todas as disciplinas.
           De acordo com os resultados, cada 17 minutos de exercícios diários aos 11 anos produziram uma melhora adicional nas notas dos meninos, e 12 minutos diários para as meninas com 16 anos.
           O efeito foi notavelmente grande para as meninas em aulas de ciências. "Esta é uma descoberta importante, especialmente à luz da atual política do Reino Unido e da Comissão Europeia de aumentar o número de meninas em temas científicos", escreveram os autores. No entanto, os cientistas se preocuparam em observar que aos 11 anos, os meninos praticam em média 29 minutos de exercícios de moderados a vigorosos por dia e as meninas, cerca de 18 minutos, muito menos do que os 60 minutos recomendados.
     
          "As descobertas impeliram os autores a especular sobre o que poderia acontecer com o desempenho acadêmico se as crianças aumentassem a quantidade de atividade física de moderada a vigorosa que faziam para os recomendados 60 minutos", destacou o comunicado. As crianças foram recrutadas em um projeto de larga escala denominado Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC ou Estudo Longitudinal Avon de Pais e Filhos, em tradução literal), no sudoeste da Inglaterra.

           A Educação Física na escola aumenta o rendimento do aluno?

Uma pesquisa recém-publicada pela revista Neuroscience revela que a educação física na escola influencia de maneira positiva o desempenho acadêmico dos alunos.  Crianças de 9 anos de idade foram submetidos a uma série de testes cognitivos com o objetivo de avaliar a capacidade de atenção após vinte minutos de repouso. No dia seguinte, as crianças passaram pelos mesmos testes após uma sessão de vinte minutos de caminhada na esteira. O desempenho cognitivo dos alunos foi significativamente melhor quando testados após o exercício físico, acompanhadas também por melhores medidas neurofisiológicas que refletem a capacidade de atenção.
         Além disso, os pesquisadores realizaram testes do conteúdo aprendido em sala de aula, com foco em matemática, escrita e interpretação de texto. Os acertos foram maiores após a prática de atividade física, especialmente no teste de interpretação de texto. Um dos autores do estudo, Darla Castelli da Universidade de Illinois, recomenda que estudantes do ensino fundamental realizem pelo menos 150 minutos de atividade física durante a semana e 225 minutos no caso de estudantes do ensino médio. A pesquisadora recomenda ainda que os professores criem formas de integrar atividade física e conteúdo programático até mesmo dentro da sala de aula. Vale ressaltar também outros benefícios que a Educação Física proporciona, como equilíbrio psíquico e prevenção de doenças.

   o mais importante, não importa  a atividade física, o mais importante é  se EXERCITAR.
      

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A jornada de Frank McGrath (2ª Semana)

Semana 02


“Eu não vou vomitar...”
        O que define você? Essa busca? Domino de si.“Eu não vou… vomitar… Eu não… vou vomitar. Eu… não vou… vomitar… Não vou vomitar. Não desta vez. Eu mastigo sobre estas palavras, forço-as a entrar na minha cabeça. Na cozinha, comendo outra refeição sozinho, são apenas estas palavras e outro prato de frango e arroz.(além da jarra de água, que sem a qual eu estaria ferrado). Esta é só a minha segunda semana e eu já estou cansado disso.”Na estrada do destino, não vacile...Não olhe para trás.“Morder, mastigar, água, mastigar, água, mastigar, mandar tudo para baixo. Repetir. Este é o meu sistema. Ouça, a parte mais difícil não é o treino. Não é a cardio ou levantar-se no escuro, em uma manhã fria. É a dieta. A monotonia de comer. Meu treino não vai mudar muito. Mas a alimentação? Isto irá me definir…”
            Elevar acima dos instintos básicos, você deve afirmar sua vontade.“Alguns dias, estou realmente com fome… Estes são os dias bons. A comida ainda é seca e tem gosto de merda, mas pelo menos eu posso mandar tudo para baixo e mantê-la lá. Outros dias, eu só sento e olho. Começo a suar frio. Eu tenho que tomar a iniciativa. Sim, comer assim é um verdadeiro pé no saco.”Permaneça no percurso...Fique no controle ou você perderá seu caminho.“As pessoas no outro mundo, eles não entendem. Eles não podem. Eles comem instintivamente. Para mim, comer é outra parte da minha vida que deve ser controlada. Eu tive que aprender a comer, superando o meu apetite. Isso é foda, mas isso é o que tenho que fazer. É chato e eu ainda tenho milhas para percorrer. ”


”Comendo para viver.”
          “A maioria das pessoas, vivem para comer. Eles apreciam a comida, o gosto e toda essa merda.
            Eles comem fora sempre que querem. Sim, o que eu não daria para comer o que eu gostaria agora mesmo… Eu gosto de comer também. Quem não gosta? Mas eu tenho que comer para viver… estou comendo para conseguir algo. Eu não posso nem ver o que eu estou comendo agora, mas quer saber? Há algo confortante sobre ela – a regularidade, a consistência. Se há uma coisa que é foda regular na minha vida, é a comida. É como um relógio. Sigo um tempo definido para cada uma das seis refeições. Para cada refeição, eu sei o que estou comendo e quanto. As calorias, proteínas, gorduras, carboidratos… grama por grama. O que é péssimo é que a variedade já era. Eliminei um monte de alimentos. É isso. Quer ouvir algo foda? Quando eu estou em dieta, eu como coisas que eu normalmente não gosto. É estranho. De qualquer forma, quando vou fazer compras de alimentos a cada semana, é uma fatia do bolo. (bolo… Oh merda, lá vou eu sonhar de novo…) Quatro corredores, quatro itens. Uma coisa sobre as compras – eu sempre vou ao supermercado após uma refeição. Um erro grande é ir quando você está com fome… Então eu vou a cada semana, no mesmo dia, no mesmo horário. Todo mundo me conhece, desde o gerente até os caixas. Eles me conhecem tanto que não fazem nenhuma pergunta. Ontem, quando eu estava lá, uma caixa nova me atendeu, uma menina bonita. Nunca tinha visto antes. Enfim, como eu tinha 7 caixas de ovos na mão, ela olha para cima, sorri e me pergunta: ‘Ei, você gosta de ovos, hein?’ Lá vem… Em minha mente, tudo se volta … Eu estou pensando sobre o quanto eu odeio os ovos. Mal posso vê-los. Como ela pode  saber que eu quebro uma dúzia a cada manhã, removo as gemas e coloco as claras de volta na panela? À noite, antes de eu ir para a cama, a mesma coisa?! Ela não sabe… Ela não sabe como é difícil mandá-las goela abaixo. É como furar a minha garganta. Em várias ocasiões, eu mesmo as vomito de volta. Quando isso acontece, tenho que quebrar mais ovos e começar de novo. ‘Sim’ eu digo a ela. ‘Eu adoro’ e retribuo o sorriso. Como eu disse, isto não é viver para comer … E comer tanto ovo é um saco!”


“Você é o que você come.”

            “Crescendo, eu não sei quantas vezes ouvi isso… ‘Você é o que você come.’ Porra que merda.Se isso fosse verdade, eu seria uma vaca. Sim, uma vaca gigante com um rabo de aveia, chifres de batata-doce e cascos de ovos. Comer a mesma merda todos os dias é duro o suficiente. Não
passa uma refeição sem que eu queira desistir. Mas eu não posso. Eu não vou. Ainda assim, existem outras questões que vêm com a dieta … Como a paciência que você precisa ter para explicar por que você come as mesmas comidas, os mesmos alimentos durante semanas a fio. Veja, quando se parte para este esporte, a alimentação é a base, o alicerce. Você pode pagar suas dívidas e passar o tempo na sala de musculação, mas se você não tem sua dieta em ordem, você está apenas se enganando. A este nível, tudo tem que estar correto.
               Outra questão, lidar com não poder sair nos fins de semana para descontrair e relaxar. Fazer dieta pode realmente fazer deste esporte um solitário. Eis o que eu estou falando… Essa menina que eu tenho ficado, ela estava no meu pé para levá-la para comer fora. Jantar e dançar. Eu não estive muito com ela, mas seu aniversário está chegando e ela quer que seja especial. Eu lhe disse que estou de dieta, mas ela não vai recuar – ela é dura e eu gosto disso.
             ‘Apenas vá comigo e fique lá enquanto eu como’, diz ela. Agora me diga, que há de errado
nisso? Eu deveria apenas sentar lá com um sorriso no meu rosto e meu dedo na minha bunda? De qualquer forma, vou tentei explicar a ela o que significa fazer dieta, em termos que ela compreendesse. Eu perguntei por que ela sempre sai com a bolsa. ‘Porque todos os meus objetos de valor estão nela.’ Bem, quando eu saio, eu também carrego algumas coisas… um refrigerador, e que vai nele é valioso para mim. Esse isopor é a minha salvação. Quando vou ficar fora por mais de duas horas, levo um isopor comigo. Ok. Agora, dependendo do que é que ela está vestindo, ela vai levar uma bolsa ou outra. Eu? Dependendo de quanto tempo eu ficarei fora, eu vou levar o meu isopor pequeno ou grande. Até aí tudo certo. Agora eu pergunto-lhe sobre o trabalho. Ela tem um emprego com horários muito regulares. Ela olha para o relógio para ver o dia passar. Já eu posso muito bem dizer que hora do dia é pela refeição que eu estou comendo. Agora, e sobre a alimentação? Ela é uma garota magra e muito bonita, mas ela me diz que ela tem que prestar atenção ao que come. Eu também preto atenção ao que eu como. Mas ela não come apenas quatro alimentos. E aí ela começa a enxergar… Digo-lhe para imaginar uma fatia de pizza. ‘Qual é a primeira coisa que vem à mente?’ Eu pergunto. Ela começa a falar sobre o gosto. Sim, é assim que a maioria das pessoas pensam.



             As pessoas passam a vida fazendo um monte de coisas para satisfazerem-se. É muito fácil comer o que querem, quando querem. Eles vivem a vida na superfície e não tentam ver abaixo dela. Quando os outros vêem uma fatia de pizza ou um hambúrguer, eles estão pensando em como o gosto é bom. Eles estão procurando por satisfação, gratificação. Para mim, quando eu  vejo comida, eu vejo duas coisas e nada mais. Eu vejo tijolos e vejo merda. Cada boa comida que eu como, bem, é outro tijolo na porra de casa que estou construindo. Eu sabia que precisaria ter muitos tijolos e muito tempo. Mas, se eu comer aquele hambúrguer ou beber a cerveja, bem, então eu estou comendo merda. É simples: Você não pode construir uma casa feita de merda e acreditar que conseguirá enfrentar a chuva. Na primeira gota d’água, você está ferrado. Então, cada vez que vejo um pedaço de comida eu me pergunto, eu estou construindo ou derrubando? A minha casa de resistir a qualquer tempestade ou vai desmoronar facilmente? Enfim, eu acho que estou começando a entrar na mente dela. Acho que ela está começando a entender. Eu acho. ”Agora sobre esse aniversário…”  “Dentro, fora...qual lugar.”
      “Quando se trata de dieta, é tudo sobre a vida dentro dos limites que você definiu para si mesmo. Esses limites são estabelecidos por seus objetivos. Meu objetivo é muito elevado, então meus limites tem que ser apertados. Dieta é contenção, restrição. Em outras palavras, é abrir mão dos gelados, das pizzas, dos hambúrgueres, do frango frito, do bolo… E isso, meus amigos, é foda. No final, porém, abrir mão dessas coisas não é tão ruim. Sim, há momentos em que você quer desistir, mas você descobre uma maneira de continuar… A verdadeira tortura  quando você está de dieta é perder músculo. Não importa o que você faz, não importa como você o faz, quando fizer dieta e cardio, você vai perder alguns dos músculos que arduamente ganhou.

           Como faço dieta sem definhar? Isso é o que pega. Veja, fisiculturismo está cheio de ironias.
Quando você faz dieta, você fica menor, mas aparenta ser maior. Quando você faz dieta, você vê o seu melhor, mas você se sente como merda. Este jogo é todo mental. Não se engane sobre isso. Você tem que fazer valer a mente, a vontade sobre o corpo. Abrir mão, eu posso lidar com isso. Mas há algumas coisas que eu preciso para viver. Necessidades, grampos, como você quiser chamá-los.         Primeiro, um isopor para a minha comida quando eu estiver fora. Em segundo lugar, um microondas – eu uso sempre que posso – na minha batata-doce, no meu mingau de aveia. Rápido e fácil, porque eu não quero passar mais tempo preparando alimentos do que eu preciso. Em terceiro lugar, uma geladeira, para armazenar o meu bife,meus vegetais, meus ovos, meu refrigerante diet. Em quarto lugar, meus suplementos. Quatro coisas que você sempre encontra em abundância na minha casa.


            Falando do quarto elemento, se você conhece um fisiculturista competitivo, então você
provavelmente já sabe a resposta. Há alguns que pensam que é apenas marketing criado por empresas de suplementos. Vou dizer aqui para o registro – Eu uso de suplementos. Não suplementos milagrosos como alguns outros caras, mas há imprescindíveis. Especialmente quando estou de dieta. É mais ou menos assim… Eu começo com o básico, como um multivitamínico, aminoácidos, whey e malto pós- treino. Então eu trabalho um programa nutricional em torno destes. Simples. Eu usei um monte de suplementos diferentes ao longo dos anos e você tem que descobrir o que funciona melhor para você e ficar com eles. Confie em mim, eu usei outras coisas e eu aprendi essa lição da maneira mais difícil. A coisa engraçada sobre suplementos… Um monte de pessoas que não estão nesse esporte não tem uma ideia sobre os suplementos. Quando eles me vêem tomando meus comprimidos, os potes ha prateleira, ou as embalagens de plástico em minha mochila, eles pensam que são algum
tipo de droga. Isso é uma coisa muito engraçada…
          Eu estou comendo comida que tem gosto de merda. E eu estou comendo quatro vezes ao dia,todos os dias. Estou tomando comprimidos e misturando pós. E eu nem sequer falei sobre a academia ainda, o cardio. Toda esta dedicação e sacrifício e para quê? Para que eu possa ficar grande? Para poder ver meu melhor em uma noite do ano, sob as luzes brilhantes? É por isso que eu tenho que aturar esse monte de bosta. Olhares, insolência, perguntas constantes.Quem quer ser tratado como um cidadão de segunda classe, como um desajuste social ou aberração genética? Em minha mente, eu penso no monstro de Frankenstein… Eu vejo pessoas com aquele olhar de medo, aversão, repulsa. Será que vale a pena? Claro, pô! Sempre. Eu não trocaria isso por nada no mundo. Eu tenho que fazer o que eu sei que nasci para fazer.Portanto, se alguém quiser me perseguir com suas tochas, que assim seja. Porra, “eu tenho os fósforos, vamos botar fogo nisso.”

Resumo de um ano bem promissor

O que deu certo em 2015?
Foi um ano com muito trabalho e acima de tudo realizações, no trabalho só tenho à agradecer, a Escola Severino Pereira Gomes( Pereirão)
"Onde pude mostrar um pouco do meu conhecimento, como Educador Físico, mostra que o profissional da Educação Física também tem outros conhecimento que devem ser passado à frente,não só o Apito e a Bola"
    
Campeão dos Jogos Escolares 2015
Palestra da semana da juventude 2015,onde buscamos  repassar mais conteúdo para nossos alunos.
Com a realização de várias oficinas onde destacamos a robótica,

Onde representamos nossa região em João Pessoa, tendo como destaque alunos da nossa escola.
Nossa Escola de Valor
 Quadro de Professores
Mercia
Joaziel
Leonardo
Aninha
Lourani
Adenilza
Johnny 
Joseane
Fagner
Vanderson

Confraternização do Pereirão


Conselho de Classe 2015










quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A Jornada



A jornada de Frank McGrath
Iniciando...
04:27 da manhã.
.. Por que estou aqui?
        “Porque eu não estou na cama, como todo mundo, morto para o mundo? Porque eu
faço isso, vivo com uma dor constante, o sofrimento, o sacrifício? Por quê? Porque eu
posso. Porque a dor me diz que eu estou acordado. Lembra-me que eu estou vivo.
Quem sou eu? Eu sou o destruidor do ferro. Eu sou o triturador da mediocridade. Eu
sou a face do destino. Eu sou um Animal...”
             É o começo aqui. Mas isso é só uma jornada entre muitas...Não há fim. Nunca há...
           “Eu começo amanhã. Dezoito semanas nesse buraco negro. 126 dias de dor. 3024
horas de fome e desejo. Eu realmente estou contando os minutos, os segundos.
Quando acabar, eu me intensificarei para a luz. Eu vou brilhar...”
Até então, você viverá na sombra, nas trevas, em um lugar que poucos
verão...Onde a feiura se torna bonita.
        “Esse lugar, essas trevas...Não há melhor lugar para estar. Isso é onde o verdadeiro
trabalho é feito. Então, se você está comigo, pegue esse cartão de ponto e bata-o,
porque será um longo, doce passeio. Esteja preparado para sujar suas mãos.
Escute...Ouve aquele silencio? Amanhã será Rock'n'roll. Então vamos começar o show
na estrada. Vamos jogar um pouco de ferro no fogo...”
           “Essa é a minha vida...”

O dia de ninguém começa igual. Levantar, mijar, se vestir. Colocando a calça,
uma perna de cada vez.
       “Eu não sou como todos. Eu não vivo como eles vivem. Eu não como o que eles comem. Nada de biscoitos. Nada de café com creme e açúcar. Nada de jornais. São 6:52 e eu estou na minha segunda refeição. Enquanto todo mundo está batendo a soneca, eu estou pegando no tranco “.Sem pausas para o cafezinho... sem finais de semana... sem dias doente...
      “O que eu faço? Eu sou fisiculturista e sim, isto é um trabalho. Mas o meu dia não começa as 9:00 e não vai terminar as 17:00. Começa a partir do momento em que abro meus olhos e acaba quando eu os fecho. Não é um trabalho 5 dias semana… Eu vivo é 24 / 7. Este é meu trabalho. Esta é a minha vida.” Seu trajeto da manhã está gravado em sua mente. A Rota nunca muda.
      “A parte mais difícil é firmar o passo, frente à esmagadora rotina. Meu caminho não irá mudar e cada dia que passa eu chego mais perto de meu destino, aquele que eu circulei em vermelho. Sem descanso. Eu tenho muito que andar…

                   “Esse é meu despertador”

             “Esse pedaço de papel colado no meu armário? É minha motivação, uma declaração de
guerra. Eu coloquei-o ali para me lembrar daquela data, todo santo dia… É também o meu espertador pessoal. Todas as manhãs, quando eu preparo meus ovos, tomo meus suplementos. preparo minhas refeições… ele soa, como um martelo em meu cérebro. O meu alarme não tem soneca. Ele não pára. Não me dá folga. Alguns dias ele parece me zoar. Sim, eu vou fazer isso. Este é o meu destino. Outro dia eu penso, que diabos estou fazendo? Eu pareço um monte de merda. De qualquer maneira, eu
não posso escapar dele. Toda vez que eu olho para aquele pedaço de papel ele me encara e me chama pra fora, desafia-me. Então, eu continuo em frente. Escute, esta é a forma como as coisas funcionam. Se você quiser para obter alguma coisa, você tem que definir uma meta. Então, anote isso e coloque em um lugar ao qual você não possa fugir. Todos os dias olhe para ele e pergunte a você mesmo: estou bem mais longe do que eu estava ontem? Estou progredindo? Se não, pra que definir uma meta? Meu objetivo está lá, circulado com tinta vermelha. Todo dia ele me cumprimenta, meu maldito despertador. Se eu ouvir de perto, eu juro que ouvi-lo badalar. … Tick Tick Tick… Você pode ouvi-lo? Ele é estrondoso. E é o seu caminho sinuoso até 0 ..”

                “Esse é o meu lugar”

“Minha casa? É um buraco de merda, pequeno e escuro. Um lugar onde ia ser difícil trazer meus pais, para não falar da minha garota. Mesmo assim, eu tenho três cômodos e um teto sobre a minha cabeça. Não é muito, mas dá pra fazer meu trabalho. Aqui nesta sala é só este banco, um grande espelho, a caixa de abelhas que eu tenho desde o colegial e algumas luzes improvisadas. Esta era pra ser a sala de estar, mas eu a chamo de “posing room”. Como inspiração, eu tenho vários cartazes de fisiculturistas do passado, para me motivar. E um grande espelho para me examinar e me deixar pra baixo. Sim, lar, doce lar. Então, eu comecei a ver uma garota esses dias… ela veio aqui esses dias e estava com um olhar chocado. Ela me perguntou por que eu não deixo o lugar mais agradável. Uma mesa de café, um sofá, algum lugar pra ela poder sentar… Uma mesa de café? Sofá? Que se foda. O que mais? Cortinas floridas? De qualquer forma, eu disse a ela: há sempre duas cadeiras na cozinha… Ou o meu colchão. Olha, regra número um (e eu sempre digo isto desde o início): se você quiser me ver, você tem tudo de mim. Tudo. O que é muito ou muito pouco, depende de como você vê as coisas. Eu não estou aqui para ficar parado deixando a poeira repousar sobre meus ombros… Posses e toda essa porra que se compra são as coisas que te empatam, te prendem. Neste mundo eu não tenho muito, apenas as roupas em meu corpo e esse ardente desejo em meu coração. Mas tudo bem, estou só de passagem… A caminho de algo maior.”