segunda-feira, 7 de março de 2016

Solange Frazão

          

Aos 52 anos, Solange Frazão tem um corpão de dar inveja em muita novinha e ela conta que não é moleza mantê-lo. Em post feito em rede social nesta segunda-feira, 16, ela mostrou o seu antes e depois com uma foto atual e outra de quando tinha 39 anos, em ambas ela aparece sarada.
    "Manter o  Corpo em forma naturalmente é um desafio. Algumas coisas tive que 'abolir' Forever!!!!! Como por exemplo doces e alguns hábitos que com o tempo se tornam ainda mais prejudiciais. Principalmente depois dos 40", disse ela.

        Solange também listou algumas dicas para quem sofre com o desejo de doces: "Algumas dicas vão te ajudar um pouco: não tenha doces nem açúcar refinado em casa (o que os olhos não podem ver o abdômen não pode sentir). Se for convidada para uma festa, coma em casa antes de ir. Quando bater vontade louca de comer doces, prepare: maçã ou outra fruta com mel e água no fogo. Vai saciar a compulsão pelo açúcar. - Se for louca por chocolate, prefira o amargo (um quadradinho pequeno). Se estiver em um hotel, peça a refeição no quarto, assim evita cair na tentação. Ou passe longe da mesa dos doces. - Aprenda a 'recusar' os doces. Vai se sentir vitoriosa quando isso acontecer. Não acha que vale a pena? Ao menos pela saúde! O corpo é apenas consequência. O açúcar foi considerado um vilão para a saúde e corpo bonito".

Entrevista Para a Revista Minha Vida
      Mãe de três filhos e com 52 anos, a apresentadora Solange Frazão exibe músculos definidos em um corpo com tudo em cima. No bate-papo com o Minha Vida, ela revela seus segredos e dá conselhos não só para entrar em forma, como também para levar uma vida saudável. Confira:
Minha Vida: Você faz algum tipo de dieta? O que faz para manter a forma?
Solange: Eu sigo uma dieta balanceada, acompanhada por uma nutricionista. É uma dieta rica em proteínas e muitos nutrientes. Também estou fazendo um tratamento ortomolecular junto à nutricionista. Outra coisa que faço é beber bastante líquido, como água e chá. Quanto às atividades físicas, faço exercícios de segunda a sábado. Faço uma hora de exercício aeróbio (normalmente eu corro de 8 a 10 km , é uma coisa que eu gosto bastante) mais uma hora de musculação. Cada dia trabalho uma parte do corpo: braços, pernas. Vou dividindo conforme o tempo que tenho disponível e também de uma forma que deixe a musculatura descansar. Sou eu mesma que monto as séries, com a ajuda de um instrutor de musculação.


Minha Vida: Você já fez alguma cirurgia plástica?
Solange: Fiz prótese de mama há 2 anos. Sou a favor deste tipo de cirurgia, mas só quando realmente precisar. Pretendo recorrer a outras formas enquanto eu puder, com esforço e força de vontade, me exercitando.

Minha Vida: O que te faz sair da dieta? Qual alimento você não resiste?
Solange: Sou vidrada, apaixonada mesmo por qualquer tipo de doce. Sorvete, chocolate, bolos, tortas, qualquer um. Mas eu não abuso. Uma vez ou outra que faço a loucura de comer muito doce, compenso no outro dia fazendo mais exercícios aeróbios.

Minha Vida: Você é muito vaidosa? Tem algum cuidado específico com a pele e os cabelos?
Solange: Me considero uma pessoa vaidosa sim. Corto o cabelo de dois em dois meses, faço luzes e hidratação frequentemente. Já com a pele tenho cuidados como massagens em clínicas de estética e alguns cremes que uso em casa mesmo. Comecei a me preocupar com a pele do rosto também, coisa que não fazia antes.

Minha Vida: O que você definiria como uma boa qualidade de vida?
Solange: Eu procuro dormir bem (pelo menos oito horas por dia), não bebo, gosto de estar com a família e cuido da alimentação. Acho que é isso.

Minha Vida: Que dica você daria para aquelas pessoas que estão fora do peso e desejam entrar em forma?
Solange: A primeira dica é não colocar empecilhos, como "ah, não tenho tempo, não tenho dinheiro". Hoje em dia, existem várias formas de se exercitar. Até mesmo em casa é possível. As academias também oferecem diversos tipos de planos com as mais variadas aulas. É só escolher a modalidade que mais gosta e se exercitar.

Medidas
Altura:
 1,70
Peso: 58 kg
Cintura: 64 cm
Busto: 90 cm
Quadril: 90 cm 
IMC (Índice de Massa Corpórea): 20


quarta-feira, 2 de março de 2016

Recuperação Muscular?

Como fazer?

A regeneração pode ser influenciada e melhorada pela otimização contínua das condições de treinamento.


Possibilidades de uma recuperação eficiente:
Treino de regeneração
Descanso e sono adequado
Massagens para a recuperação
Sauna ou banho turco
Regeneração durante o exercício
Recuperação através da alimentação

Treino de Recuperação
Um treinamento pesado constante, sem recuperação e regeneração adequada degrada sua performance.
Somente com um bom descanso e devida recuperação após o exercício físico, o corpo consegue responder melhor a novos desafios e assim atingir um melhor desempenho. Incluir técnicas de regeneração no seu plano de treino é, portanto essencial.
Um treino cardio seguido de alongamentos desafia o corpo moderadamente e mantém esse a um nível constante de treino sem esforço excessivo durante um longo período de tempo.
Através de um treinamento regenerativo é aumentada sua força e resistência a longo prazo.


Descanso e sono suficiente
Após o treino, você deve garantir a recuperação adequada após o desgaste do treinamento intenso. Parte essencial disso é o sono e repouso adequado.
Em média, devemos dormir entre 6 a 8 horas. Porém, a necessidade de quem treina intensamente com pesos, especialmente fisiculturistas é muito maior, por isso deve haver pelo menos 8 horas de sono por noite para garantir o crescimento e recuperação muscular.

Massagens para a recuperação
Uma boa massagem garante uma redução do tônus muscular e é acelerada a remoção de resíduos metabólicos para além de permitir o máximo de relaxamento.
Todos os grupos musculares são cuidadosamente trabalhados. Esse é um excelente meio para a rápida recuperação, oferecendo assim uma massagem de corpo inteiro regenerativa.


Sauna e banho turco
Também a ida à sauna é quase indispensável para os atletas. Aqui, a parte fundamental é especialmente o bem-estar do atleta.
A sauna proporciona o relaxamento dos músculos por meio do calor. É apenas importante que reponha rapidamente os líquidos perdidos.


Regeneração durante o esforço
Também é importante providenciar os nutrientes essenciais para a rápida regeneração e recuperação do corpo durante o treino.
A ingestão de líquidos durante o exercício deve ser idealmente de 600 ml por hora. Para se proteger contra cãibras, náuseas e vômitos sua bebida dever conter pelo menos 800 mg de sódio por litro.
Para proteger as reservas de proteínas e todo seu sistema endócrino durante o esforço precisa de carboidratos e aminoácidos.
Por isso, as bebidas desportivas contêm sempre uma grande quantidade de sódio, carboidratos e alguns aminoácidos. Sem a ingestão adequada desses componentes durante o treino, o corpo responde aos estímulos do treino de forma mais lenta.

Regeneração através da alimentação

A alimentação ideal para a recuperação dos músculos deve ser constituída por vegetais frescos e frutas em abundância, não esquecendo carboidratos de qualidade, assim como fibras e proteínas valiosas a partir de peixe e carne.
Pode também recorrer à suplementação de glutamina para reforçar a hidratação dos músculos e garantir assim uma melhor regeneração.

Potássio para a recuperação
Tal como a água, também o potássio é necessário para o armazenamento de carboidratos. O potássio pode ser encontrado em todos os frutos e vegetais. Experimente fazer um bom suco de frutas para depois do treino.

Magnésio para a recuperação
O magnésio atua como um estímulo a seu metabolismo, ajuda na regeneração e protege contra cãibras noturnas.

O magnésio também estabiliza as membranas musculares e, assim, oferece proteção contra lesões. O magnésio está presente no grão de amaranto, sementes de girassol, flocos de soja, cereais integrais, milho, gérmen de trigo, aveia, nozes e fermento nutricional.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Saiba o porquê o álcool atrapalha tanto os resultados na musculação

      
     
     Sabia que aquela cervejinha no final de semana pode prejudicar em muito o seu treino? Pois é verdade, as bebidas alcoólicas em geral acabam prejudicando a evolução física por vários fatores, como a deficiência na absorção de vitaminas e minerais, problemas na produção de testosterona, desidratação corporal, entre tantos outros. O problema acaba sendo justamente maior porque a bebida alcoólica já está implantada no meio social de todos, muitas vezes até incentivada em grande escala. Por isso este artigo tem o objetivo de alertar e mostrar os riscos de se ingerir bebidas alcoólicas no meio fisiculturista.
      O Álcool acaba ganhando o título de grande inimigo da musculação, isso por causa de fatores básicos e bem evidentes. Para começar, o fisiculturismo exige em primeiro lugar uma dieta equilibrada. Pois mesmo passando toda a semana nutrido por uma dieta rigorosa e treinando muito, esse resultado acaba sendo praticamente sabotado por aquela cerveja do final de semana. Os dois não combinam, pois para que o corpo evolua, a alimentação precisa ser constante e necessária, o álcool acaba prejudicando a absorção de grande parte dos nutrientes e desregulando outras funções do organismo. Ainda mais quando vem aquele tira-gosto bastante gorduroso.


 O que acontece no organismo quando bebemos

       Para entender melhor, precisamos saber o que acontece com o organismo quando recebe a bebida alcoólica. Ela é absorvida principalmente pelo intestino delgado, a menos que seja numa quantidade muito pequena, quando é absorvida pelo estômago e o cólon. Mas em todo caso, acontece uma breve transformação das funções corporais para a adaptação do organismo aos efeitos do álcool. O fígado então produz uma enzima chamada desidrogenase (ADH) que transforma o álcool em acetaldeído, uma substância altamente tóxica que acaba se ligando às proteínas e modificando suas estruturas. 
Toda a alteração metabólica decorrente disso ocasiona até mesmo em acúmulo de gordura no fígado.
Um dos problemas a curto prazo que acaba sendo um dos maiores inimigos da boa forma é a diminuição da capacidade do corpo absorver vitaminas e minerais. Pois enquanto o fígado está trabalhando para eliminar as toxinas, acaba eliminando também outras vitaminas e minerais que deveriam ser absorvidas. Com isso, o corpo acaba eliminando uma grande quantidade necessária de nutrientes pela urina. Ou seja, vai faltar vitamina e vai sobrar gordura. Por isso o rendimento do atleta costuma ficar muito denegrido após um fim de semana de bebedeira.

Onde o álcool mais prejudica os ganhos

      Uma forte bebedeira acaba causando deficiência de vitaminas B1, B2, B6, B12 e C, todas vitaminas importantíssimas para quem pratica musculação, como já vimos por aqui. É praticamente impossível conseguir massa muscular quando se está deficiente dessas vitaminas. A vitamina B2, por exemplo, é responsável por favorecer o metabolismo na sintetização de gorduras, açúcares e proteínas.
Na parte hormonal, o álcool também trabalha de forma prejudicial. O álcool interfere no hipotálamo, na hipófise e também nos testículos, que são os encarregados pela função reprodutiva de Testosterona,
       o hormônio masculino principal responsável pela característica e força muscular. Por isso que, quem bebe muito acaba, com o tempo, perdendo boa parte das principais características masculinas. Em mulheres esse caso também se agrava, ocasionando problemas severos no metabolismo ósseo, assim como os distúrbios menstruais decorrentes também do desequilíbrio hormonal.
A diminuição da síntese protéica em decorrência da ingestão de bebida alcoólica sempre acontece, até mesmo em pouca quantidade.
     
        O problema é que, quem espera resultados, não pode nem pensar em abalar sua capacidade de sintetização de Proteína. Calcula-se para quem costuma beber muito seguidamente, uma perda de até 20% da musculatura, que acaba sendo substituída por células de gorduras no final da história.
       Devemos lembrar também da desidratação, especialmente para quem prefere cerveja. Isso porque toda bebida alcoólica tem efeito diurético. É bom saber que quando se está indo muito ao banheiro por beber cerveja, o que está saindo não é necessariamente a cerveja. 

        O que sai é líquido em exagero. O corpo humano é constituído cerca de 70% de Água, sendo ela importante ao funcionamento de tudo. E com o efeito diurético, é possível perder até sais minerais como o cálcio.
        A fadiga é sem sombra de dúvidas um outro inimigo da boa forma. Quanto mais energia num treino, melhor. O corpo precisa trabalhar forte operando com o máximo de sua capacidade física, para que os músculos possam se regenerar durante o descanso normal. E, bem, bebidas alcoólicas danificam as horas de sono do atleta. 

         Como é durante o descanso que os músculos se recuperam e crescem, um corpo fadigado jamais vai conseguir obter todo o resultado que conseguiria num processo normal de sono e descanso. Sendo que, ainda mais depois de uma bebedeira, o corpo gasta energia a mais para poder se recuperar totalmente, e isso pode levar mais de 48h.
        E isso tudo pode ficar pior por causa dos efeitos nocivos do álcool no sistema nervoso. Além de prejudicar no tempo de reação, também acaba denegrindo a coordenação motora. O consumo de bebidas alcoólicas por muito tempo acaba lesando de vez todo os sistema nervoso, ainda mais, em caso de alcoolismo, causar um atrofiamento do cérebro. Isso claro, além do stress e indisposição que, dependendo do organismo, nem mesmo é necessário beber muito para ocasionar no dia seguinte.

        Outra questão importante e que não notamos, é a falsa sensação de que sua performance não está sendo prejudicada. É mesmo normal as pessoas que bebem muito, possuírem a certeza de que são de algum modo melhores enquanto estão bebendo. Claro que na hora derradeira, na pratica mesmo, isso não acontece. Até porque corpo inchado é bem diferente de corpo com musculatura definida.
        E mesmo quem é “acostumado” a beber em grande quantidade e por isso pensa que não é afetado por alguns copos de cerveja apenas, acaba sendo prejudicado sim. Acontece que os exercícios precisam de um ciclo evolutivo, é aí que a boa dieta entra. Imagine fazer uma dieta regrada e quando chega no final de semana, toda ela é desequilibrada pelo processo de digestão do álcool pelo organismo, ao iniciar a semana, certamente não terá o mesmo rendimento de quando terminou.

        O ganho muscular realmente não é uma tarefa fácil, exige disciplina e muito treino. Como dito no início do texto, isto não se trata de um artigo contra a bebida alcoólica, mas sim um informativo. Cada um bebe o quando quiser e como quiser, mas se você quiser ver bons resultados em seu corpo, é bom se informar bem. A grande maioria das pessoas que reclamam por causa da falta de resultado, é formada por aqueles que não conseguiram seguir sua dieta a sério. Claro que a evolução também depende do corpo de cada um, mas sem uma Boa ideia e muito treino, os efeitos serão pífios sempre.
Abraços e Bons Treinos.
Referências Bibliográficas:
King AC, Byars JA.
 Alcohol-induced performance impairment in heavy episodic and light social drinkers. J Stud Alcohol. 2004
Weineck, J. Biologia do Esporte. 2ª edição. São Paulo, Manole, 2000.
http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab99/alcool/alcoolorganismo.htm
http://www.cbcm.com.br/modulos/artigos/descricao.php?cod=24


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

(METODOLOGIA PARA MUSCULAÇÃO E NÃO PARA FISICULTURISMO)

          Este capítulo trata da montagem dos programas de musculação, ou mais especificamente da metodologia utilizada para essa montagem. Muitos autores abordam essas montagens em seus trabalhos, porém poucos tratam com profundidade o assunto.

           Badillo e Ayestarám (2001) sugerem que uma seqüência adequada de exercícios permite um efeito maior do que se esses exercícios fossem realizados separadamente, e o tempo de aplicação de um método de trabalho é limitado pela permanência de seu efeito positivo dentro de um ciclo de treinamento.
          Promover adaptações estruturais e fisiológicas no organismo dos executantes é um dos principais objetivos do treinamento de musculação, e a magnitude dessas adaptações é proporcional à demanda imposta pela carga de treinamento, em que todas as formas de progressão devem ser levadas em consideração para aprimorar, de forma racional, a carga de treinamento.
          A carga de treinamento deve ser no mínimo suficiente para aprimorar o rendimento, e nesse sentido podemos encontrar grandes diferenças entre um iniciante no treinamento de musculação, um intermediário e um avançado, principalmente em relação a sua treinabilidade, ou seja, quanto mais alto for o seu nível de condicionamento físico, menor será a amplitude de sua resposta adaptativa ao estímulo. Dessa forma, deve existir uma preocupação grande em relação à estruturação de um programa de musculação, no qual a sobrecarga progressiva é um dos fatores decisivos para que o aluno tenha um bom desempenho, ou, em caso negativo, haja o aparecimento de muitas lesões.


1. Sugestões Básicas para Iniciar o Treinamento de Força Muscular

Sugere que:

      Antes de desenvolver a força muscular, se desenvolva a flexibilidade - a maioria dos exercícios de força, especialmente os que utilizam pesos livres, emprega larga amplitude de movimento ao redor das grandes articulações.
      Antes de desenvolver a força muscular, se fortaleça os tendões e os ligamentos - o aumento da força muscular normalmente excede a capacidade de adaptação dos tendões e dos ligamentos; dessa forma, trabalhos com intensidades elevadas, de maneira prematura, ou em um curto período de tempo para adaptação, podem oferecer riscos aos sistemas de suporte.
      Antes de desenvolver os membros, desenvolva o tronco - os músculos do tronco funcionam como uma unidade que proporciona estabilização e, mantêm o tronco fixo durante os movimentos de braços e de pernas.

2. Cuidados para a Montagem dos Programas

         Para montar programas adequadamente, devemos primeiro realizar algumas relações que poderão interferir diretamente no sucesso do programa.
Dentre elas destacamos:

Aparelhos (máquinas) x Pesos livres

         A utilização de aparelhos nos traz algumas vantagens em relação ao peso livre, assim como traz desvantagens. Temos como principais vantagens na utilização de aparelhos, a forma guiada e as trajetórias definidas que se tornam muito interessantes para praticantes iniciantes que apresentam dificuldade na coordenação do movimento, ou para praticantes mais experientes que treinam sozinhos (sem parceiro de treino), diminuindo o risco de lesão por não conseguirem realizar a repetição. Outro uso interessante está associado ao treinamento de potência, em que a velocidade de execução deve ser a mais rápida possível, sem a perda da eficiência.

         Os pesos livres não apresentam essas vantagens, porém, devido à liberdade de movimento, oferecem uma enorme versatilidade, em que suas opções de exercícios são praticamente ilimitadas. Assim, podemos dar ênfase em porções musculares distintas e melhorar os níveis de coordenação motora específica, e por isso os pesos livres têm a preferência dos praticantes mais experientes.

Exercícios multiarticulares x Exercícios monoarticulares

           Quando realizamos a montagem, devemos sempre ter em mente tanto os nossos objetivos como os do aluno (praticante), de modo que possamos utilizar os exercícios mais adequados para o programa.

          Na execução de exercícios multiarticulares ocorre uma divisão do trabalho entre as articulações, o que promove uma tolerância a cargas mais elevadas e com uma intensidade de trabalho maior. Dessa forma, para treinar grandes grupos musculares em praticantes iniciantes, esta parece uma maneira interessante de escolher os exercícios, pois oferece menor risco de lesão e maior facilidade de execução.
A execução de exercícios monoarticulares - a não-divisão do trabalho com outras articulações - diminui a intensidade total, mas aumenta o estímulo na musculatura em questão, o que pode ser interessante para objetivos específicos, como verá em um exemplo de montagem de programa associada à articulação adjacente.
 
Variabilidade

             O treinamento de musculação tem uma natureza repetitiva, o que o torna muito monótono, dificultando o seu sucesso, mesmo porque após um determinado período de treinamento sem variações dentro de um ciclo, há uma estagnação dos resultados. A variação na escolha e na utilização dos exercícios é muito importante; portanto devem-se mudar os exercícios para os grupos musculares bem como a sua seqüência. Contudo, uma mudança muito rápida dos meios não permite obter rendimento; dessa forma, sugerem-se mudanças mais rápidas quando os objetivos são gerais (praticantes iniciantes) e mudanças um pouco mais demoradas quando os objetivos são específicos (praticantes avançados ou em preparação para uma competição).

Grandes grupos musculares x Pequenos grupos musculares

           De maneira geral, devemos realizar os exercícios primeiramente para os grupos grandes grupos musculares, seguidos por grupos médios, e somente ao final da montagem é que devemos realizar exercícios para pequenos grupos musculares. Isso se deve ao fato de que os pequenos grupos musculares têm uma tendência a atingir a fadiga mais rapidamente que os grandes, e, muitas vezes, os pequenos grupos musculares auxiliam os médios e os grandes na realização de seus trabalhos, o que nos leva a sugerir que em programas para praticantes iniciantes essa seqüência seria benéfica, assim como para alunos intermediários e avançados.

Número de exercícios por grupo muscular

              Dependendo da fase de treinamento em que o praticante se encontra (iniciante/intermediário/avançado), podemos sugerir um número adequado de exercícios por grupo muscular. Em programas para iniciantes, não temos a necessidade de mais de um exercício por grupo muscular; já para intermediários, podemos trabalhar com dois exercícios; e para avançados, sugere-se realizar três exercícios para grandes grupos musculares e dois para pequenos ou quatro para grandes e três para pequenos, dependendo do intervalo entre os treinos para esse grupo muscular e da conseqüente intensidade de estímulo.

Montagem dos programas e Métodos de treinamento


           Observamos com freqüência, uma confusão entre essas duas estratégias, mas elas são significativamente diferentes: montagem dos programas são as opções que temos para estabelecer a ordem sequencial dos exercícios na ficha de treinamento, ou seja, a seqüência em que estão elencados para sua realização (por exemplo: alternada por segmente ou direcionada por grupo muscular, entre outros); métodos de treinamento são as opções que podemos ter para a realização do treino em função da montagem estabelecida, através da relação entre as variáveis do programa que são; números de grupos (séries), números de repetições, peso estabelecido, amplitude de movimento, velocidade de execução, intervalo entre os grupos e intervalo entre os exercícios (por exemplo: na montagem alternada por segmente, podemos aplicar os sistemas seriado, circuitado, agrupado, entre outros, e na montagem direcionada por grupo muscular, podemos aplicar os sistemas seriado, pirâmide, drop set, entre outro).

Cuidados Básicos de Montagem do Programa de Treino

         Após as relações feitas, estamos prontos para sugerir algumas montagens do programa, que não são as únicas opções, porém as que nos parecem mais adequadas para um treinamento completo e progressivo. Seguindo essa linha, iremos propor as formas de montagem: alternada por segmento; localizada por articulação (agonista/antagonista e completa); associada à articulação adjacente; direcionada por grupo muscular; e mista.
 

          Essas sugestões de montagem não irão respeitar a divisão de programas, e todos os grupos musculares poderão ser trabalhados, já que não levaremos em consideração o nível de aptidão física do praticante e o número específico de exercícios por grupo muscular.
         Nessas propostas de montagem, não serão feitos exercícios para todos os grupos musculares, nem todos os programas que devem fazer parte do treinamento do praticante em cada fase, já que esses exercícios e programas devem ser individualizados. Estamos indicando as formas de estruturação, porém, o treinamento deve ser prescrito pelo profissional responsável pela sua preparação, sempre seguindo seus objetivos.

Alternada por segmento

        Esta montagem é a mais utilizada em trabalhos circuitados e em programas para iniciantes. Isso se dá pelo fato da seqüência de exercícios ser realizada utilizando grupos musculares corporais diferentes.
No trabalho circuitado, essa montagem é interessante quando realizamos através do sistema de passagens e não do sistema seriado, por permitir um menor intervalo entre os exercícios, deixando, dessa forma, o treino mais dinâmico.
         No programa para iniciantes, este tipo de montagem leva vantagem em relação aos demais por ser a forma de execução de menor dificuldade e por permitir um maior intervalo entre os estímulos nas articulações e nos músculos que assessoram o trabalho, não havendo, portanto, a necessidade de um grande lastro fisiológico.
 
          Para a montagem, devemos seguir como regra básica a alternância entre as articulações trabalhadas: articulações que envolvam os movimentos dos membros superiores (escápulo-torácica/cintura escapular, ombros, cotovelo e punho); articulações que envolvam os movimentos dos membros inferiores (quadril, joelho e tornozelo); e articulações que envolvam os movimentos da coluna (intervertebrais), não necessariamente nessa ordem.

Localizada por articulação

Neste programa, as montagens podem seguir duas estruturas, chamadas agonista/antagonista e completa.

         Na montagem agonista/antagonista, Field e Roberts (1999) sugerem que sempre que um exercício trabalhar determinado grupo muscular, o exercício seguinte deverá ser para o seu antagonista (ambos utilizando as mesmas articulações). Depois de trabalho o agonista e o antagonista, deve-se alternar o segmento corporal, e os próximos dois exercícios deverão trabalhar o agonista e o antagonista utilizando novas articulações. Na montagem completa, dado um exercício, todos os movimentos da articulação deverão ser explorados.
          Bittencourt (1984) faz algumas considerações sobre este tipo de montagem de programas: o trabalho muscular fica concentrado em uma região, promovendo assim um maior fluxo sanguíneo para aquele local; a fadiga muscular localizada ocorrerá mais rápido em relação à montagem alternada por segmento; e ocorre uma dificuldade maior de realização das repetições iniciais devido ao fato de o grupo muscular trabalhado no exercício anterior promover uma frenagem involuntária do antagonista.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dados sobre a calistenia

 podem ser localizados nos livros de LANGLADE & LANGLADE. Teoria geral da Ginastica. Buenos Aires Stadium, ou na obra de Inezil Penna Marinho. Outra fonte são os anais dos Congressos Pan-americanos .  
A Federação Internacional

Todas as competições oficiais de ginástica e a Gymnaestrada são reguladas pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), que estabelece normas e calendários para todos os eventos internacionais competitivos ou não. Fundada em 23 de julho de 1881, a FIG tem ainda a responsabilidade sobre o Código de Pontuação, a publicação que orienta os ginastas, técnicos e árbitros na elaboração, composição e avaliação das séries em todas as provas, e que ainda rege os resultados da modalidade, além de ser utilizado para pontuar os eventos da ginástica em nível internacional, como os Mundiais e os Jogos Olímpicos.
A FIG é também responsável pela realização dos Campeonatos Mundiais de Ginástica e pela Copa do Mundo de Ginástica Artística, realizada em várias etapas. Existem ainda diversas outras competições, a nível continental, nacional e regional.51 Como filiadas diretas e responsáveis pelas federações nacionais, estão a União Europeia de Ginástica, a União Pan-americana, a União Asiática e a União Africana.
Modalidades não competitivas

Além das modalidades regidas pela FIG, existem ainda outras, difundidas e popularizadas, cujos fins trabalham no patamar único das melhorias para o corpo e a mente, praticadas em academias, escritórios, residências, consultórios e ao ar livre; em grupos, individualmente e/ou como tratamento. Estas modalidades são aquelas que, evoluídas, assim como as modalidades competitivas, também caracterizam-se por retirar do ser humano uma capacidade que independe de posição sociocultural ou geográfica: seus movimentos naturais em benefício de si mesmos. Um exemplo desta atividade é o salto, que, estudado de forma sistemática, foi sendo aprimorado e modificado para os mais variados esportes e para as mais variadas utilidades entre as ramificações não competitivas, sejam elas para recreação, interação social ou recuperação.
Ginástica Geral

A ginástica para todos traz a essência da prática para dentro da Federação Internacional, ou seja, é o conceito da própria ginástica, inserida na e para a federação. Historicamente, a origem desta modalidade não competitiva, está atrelada à trajetória da própria FIG e tem por significado a junção de todas as modalidades, que resultam em um conjunto de exercícios que visam os benefícios da prática constante. O importante é realizar os movimentos gímnicos com prazer e originalidade. Esta modalidade não é competitiva e pode ser praticada por todos independente de idade, porte ou aptidão física. Em suma, a ideia da ginástica geral é a mesma da ginástica enquanto prática física descrita por Francisco Amoros.
Por mostrar-se mais interessado pelos festivais de ginástica e pelos benefícios da modalidade do que pelas competições, o até então presidente Nicolas Cupérus, idealizou uma Gymnaestradacalcado na filosofia da ginástica geral, que representa a ideia primeira da ginástica em si. Falecido, não chegou a vê-lo realizado, pois só em 1953, o Festival Internacional de Ginástica, inspirado nas Lingiádas, festivais de apresentação das práticas gímnicas que aconteciam na Suécia, teve sua primeira edição concretizada, em Roterdã.40 41 É durante as Gymnaestradas que os atletas e praticantes mostram a evolução do esporte e compartilham seus conhecimentos entre as nações.

Bons Treinos.........

Ginastica Calistenica

Introdução:

CALISTENIA é uma palavra que tem origem grega e significa kallós - belo, sthenos - força + o sufixo ia. Significa cheio de vigor, força, buscar pela exercitação a harmonia do corpo. Existem fortes evidencias que a CALISTENIA é oriunda do século XVIII, e pode ser localizada e reconhecida como uma forma de encarar os exercícios físicos, sistematiza-los e exercita-los de forma a atingir todos os segmentos corporais - cabeça, tronco, membros - implicando em exercitações lineares, anguladas, com ou sem acompanhamento rítmico. 
Além das formas analíticas a caletênia apresentou-se em series de exercitações , ou grupos de exercitações . É um sistema que sofre forte influencia das contribuições da área médica. destaca-se ai o Medico Dio Lewis que propôs um sistema de ginástica para melhorar a condição física dos americanos. Evidente também no século XIX no denominado Movimento do Centro (com a forte contribuição de Ling) e com contribuições também do Movimento do Norte (destacando-se as contribuições de Bukh e Thulin). Era um sistema de exercitação que valorizava as técnicas de construção e exercitação das atividades, ritmadas, que abrangiam todas as partes do corpo humano e, cujas exercitações eram bem lineares.
.Era obedecida a curva do esforço fisiológico e os exercícios eram progressivos - Grupo I dos braços e pernas, para, Grupo II a região póstero-superior, tronco, Grupo III região posterior-inferior do tronco, Grupo IV região lateral do tronco, Grupo V equilíbrio, Grupo VI Região abdominal, Grupo VII Exercícios de sufocação como saltitos, trote curto, passos de dança, Grupo VIII Ombro e espadua (Relaxamento). As sessões iniciam e culminam com MARCHA. A presença definida da calestenia como a conhecemos atualmente pode ser identificada nos ESTADOS UNIDOS. As escolas eram fundadas , como por exemplo, em 1828 o HARTFORD FEMALE SEMINARY em CONNECTTICUT com uma forte influência da concepção de seus fundadores.
Nesta escola sua fundadora Miss Catherine E. Beecher assegurou que a "Calestenia" fosse considerada uma "matéria de ensino". Em seu livro "Psicologia e Calestenia" ela defende estas materiais na escola. Quem foi responsável principalmente pela introdução da calistenia na America Latina foram as Associações Cristãs de Moços e os Colégios Americanos. Ela sempre esteve associada a uma concepção de homem saudável, forte psicológica, mental, intelectual e moralmente. eram exercitações que incidiam fortemente no sistema respiratório vez que eram progressões que exigiam muito do sistema cardio-vascular-respiratório. 
Utilização:
Este sistema utilizado nas escolas brasileiras, nos últimos anos, causava muita desmotivação principalmente nas crianças e jovens que não gostavam de "DAR 10 VOLTAS NA QUADRA". É da incompreensão do sistema calistênico que vem muita orientação pedagógica equivocada nas aulas de educação física que desmotivam as pessoas. FALTA DE RIGOROSIDADE NOS ESTUDOS. 
Dados sobre a Calistenia
podem ser localizados nos livros de 
LANGLADE & LANGLADE. Teoria geral da Ginastica. Buenos Aires Stadium, ou na obra de Inezil Penna Marinho. Outra fonte são os anais dos Congressos Pan-americanos . O primeiro foi no Rio de Janeiro em 1943. 
esta forma de exercitação também tem nexos com a organização do trabalho no final do século XIX e inicio do século XX a saber o modelo Taylorista de organização da produção que exigia trabalhadores enquadrados neste modelo e neste sentido a ginástica calistênica trouxe muita contribuição com sua perspectiva de exercitação de partes. 
Continua....